domingo, 30 de dezembro de 2012

2013, o Ano das Maravilhas

Caras amigas e amigos.

Na semana passada, como de costume, pesquisei sobre a Numerologia do ano 2013.  Sei que muitos de vocês não acreditam nessas coisas, mas, como dizia meu velho pai que já partiu dessa para melhor: "Não custa nada saber". Segundo os numerólogos, 2013 é o ano da família (2+0+1+3 = 6).  Mas o que isso realmente quer dizer?

Antes de falarmos um pouco sobre o ano da família, vamos tentar obter um pouco mais de credibilidade acerca desta ciência milenar chamada Numerologia.  Para começar, você sabe quem é o grande precursor (ou mentor) desta filosofia?  Pitágoras.  Isso mesmo.  A mesma pessoa que formulou todos os fundamentos da Trigonometria, incluindo o conhecidíssimo "Teorema de Pitágoras",  também codificou, pela primeira vez, o embasamento científico do Poder dos Números.

OBS: Peço licença aos cientistas que estiverem lendo este artigo para usar o termo "científico" associado à Numerologia, pois ela ainda não é considerada uma Ciência Positiva, por falta de tecnologias e recursos experimentais de nossa ainda rudimentar Ciência.

Segundo Pitágoras, cada número tem um Poder Específico, pois, como tudo no Universo, os números emanam energia.  E energia, como mais tarde provado pelo nosso querido guru, Albert Einstein, não somente vibra em uma frequência específica, como também é matéria.  E como toda matéria ocupa um lugar no universo, podemos afirmar que os números também ocupam este espaço.  Ocupando um espaço específico, os números são capazes de impressionar outros corpos sutis, como as ondas cerebrais, que também são energia e, portanto, matéria.

Assim sendo, ao pensarmos, amarmos, desejarmos bem, ou mal, a alguém, estamos disparando um feixe de energia (matéria), capaz de impressionar corpos.  A válvula propulsora desta energia é a FÉ.  A fé em Deus e em nós mesmos.  Isto explica o que, até bem pouco tempo atrás, era considerada magia ou milagre: pessoas capazes de mover objetos com o poder do pensamento; a cura pela imposição das mãos; e aquele famoso provérbio que o nosso Amado Mestre Jesus um dia nos disse: "Se tiveres FÉ como um grão de mostarda, direis àquela montanha - move-se daqui para ali - e ela se moverá...".

Assim como os números, cada letra e, consequentemente, palavras e frases, também vibram numerologicamente, gerando energias capazes de imantar pensamentos.  Não vamos aqui entrar no âmbito da Numerologia em si, pois caberá a vocês pesquisarem, se assim desejarem.  Mas acreditem que os anos, como uma combinação de números, também vibram, cada um de acordo com um objetivo específico.

O número 2013, por exemplo, vibra em função da energia "6", que significa FAMÍLIA em seu sentido mais amplo.  A grande família universal, que é toda a espécie humana, vai ter um grande aliado neste ano para canalizar o pensamento coletivo para o Amor, a Fraternidade e a União entre as pessoas.  Os negócios, projetos e empresas que convergirem seus produtos e serviços para este fim terão, por consequência, bastante sucesso financeiro, projeção, entre muitas outras coisas positivas.

E vocês, minha estimada leitora e meu estimado leitor, terão um ano que propiciará a sinergia familiar.  Neste ano, volte-se para a sua Família.  Abrace seus filhos.  Mas, não esqueça - a Família não se limita aos que moram com você.  Seus vizinhos, colegas de trabalho e todo aquele que possa ser alcançado pelo seu sentimento de fraternidade e caridade também é considerado como um membro de sua família.  Ajude-os.  Ame-os.  Tudo isto retornará para vocês em dobro.

Assim sendo, minhas caras e meus caros, acreditando ou não em numerologia, não deixe de acreditar em Você Mesmo.  Pois acreditar é uma forma eficiente de canalizar toda energia criadora que existe dentro de você para fazer algo mais grandioso do que simplesmente mover corpos - Mover o Caminho de Sua Vida.

Um Feliz 2013 para Você e TODA a sua Família.

E não esqueça:

"2013 - O Ano das Maravilhas" - Esse é o mantra.

30/12/2012

David Stephen

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Modelagem Conceitual de Dados - Nunca foi tão necessário

A cada dia que se passa as ferramentas de produtividade na área de TI vão avançando em qualidade, facilidade e potencial de versatilidade.  Em poucos minutos é possível criar aplicações que dantes levavam dias e até meses.  Mas isso tem um efeito colateral gravíssimo!  Tenho presenciado excelentes profissionais de programação desenvolverem sofisticados sistemas sem a devida preocupação com a normalização de seus dados.  Redundâncias não controladas, inconsistências de integridade referencial indireta, são apenas dois dos exemplos de problemas ocultos escondidos debaixo do tapete por profissionais desavisados.

Apesar de todas as ferramentas CASEs e sofisticadas IDEs lançadas no mercado, a modelagem conceitual de dados é algo que nenhum utilitário consegue substituir.  Estamos falando do conhecimento do mundo real do usuário.  A grande maioria dos desenvolvedores iniciam suas implementações a partir da codificação do software, em vez de começar pelo bom e velho rabisco.  Estamos falando de algo que, para você, caro leitor, pode parecer uma bobagem - mas estou cansado de presenciar implementações mal sucedidas por falta daquela palavrinha chata para os técnicos de TI: "planejamento".

Iniciar o desenvolvimento de um sistema pela implementação é como construir uma edificação sem a planta baixa.  Imaginem só se, ao lançar a última laje de um edifício, descobre-se que o banheiro deveria ter ficado do lado oposto do apartamento?  O que é óbvio para a engenharia civil, não é tão claro assim quando se fala em engenharia de software.  Erros básicos de modelagem de dados vêm sendo cometidos a três por quatro, atrasando cronogramas, modificando escopo e encarecendo projetos bem no meio de sua linha do tempo.

Programadores!  Engenheiros de software!  Vamos ter humildade e voltar a estudar essa matéria jurássica que nunca foi tão necessária em meio à alucinante velocidade com que os aplicativos e sistemas são desenvolvidos para nossos clientes.

Ah, não poderia deixar de avisar aos amigos tecnológicos: estarei lançando já em janeiro de 2013 o curso: Modelagem Conceitual de Dados, para desenvolvedores, analistas e engenheiros de software. Será pela Acadetec Online (www.acadetec.com.br).

Fiquem ligados !

domingo, 2 de dezembro de 2012

Você é empreendedor?

Olá amigos.  

Vivemos num país onde todo mundo se julga empresário, administrador e técnico de futebol.  Não adianta discutir - todo mundo tem uma receita de bolo para dar certo e uma escalação perfeita para a seleção brasileira. Em minhas palestras eu costumo indagar: se administrar uma empresa fosse fácil ninguém passava 4 anos fazendo um bacharelado em administração.  Imagine empreender um negócio, que nem faculdade tem para isto?  Este é um campo fértil para as mais translocadas atitudes "empreendedoras", e porque não dizer, muitas vezes suicidas!

O Brasil é o segundo país mais empreendedor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Aqui, em se plantando tudo dá!  Mas, quando olhamos para o outro lado da mesa, vemos um dos maiores índices de mortalidade das micro e pequenas empresas.  Segundo a pesquisa do Sebrae divulgada em outubro de 2011, esta taxa pode chegar a 43% em alguns estados para empresas com até 2 anos.

Um dos campos mais férteis para o empreendedorismo no Brasil está, sem sombra de dúvidas, no mercado da Tecnologia da Informação.  Graças a nossas mentes criativas e a um mercado onde a principal commodity é o pensamento, grandes oportunidades se espraiam por todas as regiões do Brasil e, principalmente, fora do país, onde mercados como o de games e de soluções Web têm se beneficiado enormemente de nossos talentos.

Mas mesmo em um mercado aparentemente tão acessível, desenvolver um produto e começar a vender não é regra sinequanon para o sucesso.  Muitos jovens empreendedores quebram antes mesmo de atingir voo de cruzeiro porque ignoram que o Empreendedorismo é uma Ciência, diferente de Administração e das demais ciências aplicadas.  Poderíamos aqui enunciar 10 mandamentos, 7 segredos e 20 receitas empacotadas para o sucesso de sua empresa, mas estaríamos chovendo no molhado, pois, como todo e qualquer adolescente que acaba de sair da puberdade, o jovem empreendedor muitas vezes prefere contrariar alguns teoremas científicos elementares e, em detrimento de aconselhamentos e literaturas, trilhar por caminhos épicos, seguindo passos de ídolos como Steve Jobs, Bill Gates, ou mais recentemente as vedetes do Facebook (Zuckerberg) e da Google (Larry Page e Sergey Brin).

Então, em vez de regras de sucesso ou receitas de bolo para o êxito em empreendimentos, vamos fazer o contrário: algumas dicas sobre o que NÃO se deve fazer ao iniciar um empreendimento:

1. Contratar quem você não pode demitir.  Refiro-me aqui a pessoas da família ou amigos íntimos que não tenham nada a contribuir exceto com a sua lealdade;

2. Convidar sócios por amizade ou relações familiares. Cuidado com a montagem de sua sociedade.  O sócio, assim como todo e qualquer colaborador a ser contratado, deve ter ativos a injetar em sua empresa, além de princípios éticos, é claro.  Os ativos a que nos referimos são capacidades, talentos ou simplesmente GRANA, sem as quais você REALMENTE não consiga levar o negócio adiante;

3. Informalidade.  Estabeleça relações claras e DOCUMENTADAS com tudo e com todos.  Não prescinda de contratos que garantam: propriedade intelectual, continuidade dos serviços básicos de fornecimento de seus insumos e mão de obra, confidencialidade, etc;

4. Coração acima da razão.  Também diga não ao contrário.  A razão e o coração devem estabelecer uma relação de respeito e igualdade.  Quando o coração assume a liderança há espaço para a impulsividade, negligência e outros fatores que poderão quebrar seu negócio em pouco tempo.  Mas a razão pura não consegue ter energia suficiente para chegar longe - o segredo está no equilíbrio.  Se você não consegue estabelecer este equilíbrio, procure um sócio (gerente) que lhe imponha este contrapeso.

5. Dinheiro acima de tudo.  É comum cedermos a tentações de desvirtuar os rumos traçados em nosso planejamento simplesmente por uma boa proposta financeira.  Quer seja para compra antecipada de seu negócio, quer seja na assunção de um cliente ou serviço fora de escopo, tudo isto pode dispersar suas energias e tirar o seu foco do alvo almejado.  Foco é um dos segredos do sucesso.

Se você acha que acabou, enganou-se.  Lembre-se: empreendedorismo é Ciência, e como toda ciência, deve ser estudada e levada a sério.  Ou você se aprofunda nela ou se cerca de pessoas que possuem tal conhecimento.  De outro modo, vamos confiar na sorte e no Zeca Pagodinho, quando diz: "deixa a vida me levar - vida leva eu".

Mas atenção !  Não estou querendo aqui, de modo algum, desestimular você, ou esses jovens brilhantes com uma ideia na cabeça e um sonho no coração.  Apenas peço que pensem em alguns erros comumente cometidos por mais de 99% dos empreendedores que fracassam.

Quer saber mais sobre Empreendedorismo?  Faça um curso introdutório comigo.  Este curso vai ser disponibilizado ONLINE ainda no mês de dezembro pelo endereço:

Outro curso que recomendo a você, antes mesmo de fazer o curso de Empreendedorismo, é o de Marketing Pessoal: também ONLINE.  Este já está disponível e pode ser feito pelo link:

Ou simplesmente converse com a gente no Fórum Acadetec: é grátis e aberto ao público.  E pra começar, postei um tópico lá intitulado: Empreendedorismo.  Leia e participe do tópico: 
"Você é empreendedor?" -  http://migre.me/cbctt

Ah, e tem mais.  Não acredite 100% em mim.  Também tive sucessos e fracassos.  Procure conhecer mais cases de outros empreendedores.  Conhecimento nunca é demais !

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cloud Computing: A volta dos Mainframes?


Após ler este artigo vocês irão pensar que eu tenho mais de 100 anos.  Mas, eu juro, tudo isso aconteceu em menos de 25.  Estou me referindo à saudosa época em que utilizávamos os famigerados terminais 3270 da IBM, a porta de entrada para os gigantes Main Frames.

Eu trabalhava na Empresa Municipal de Processamento de Dados da Prefeitura do Recife, a Emprel, quando aqueles pequenos e discretos microcomputadores começaram a invadir as repartições públicas, mal saídos das residências dos garotos viciados em games.

Eu ficava alucinado com a possibilidade de todos aqueles dados, que levávamos meses e anos para modelar, serem fragmentados nas inúmeras planilhas e documentos textos produzidos por usuários de microinformática, como eram conhecidos na época.  Era a morte anunciada do velho guerreiro Main Frame.

Mas, espere!  Isto de todo não foi tão ruim assim.  Apesar das redundâncias de informações e inúmeras inconsistências de dados que eram gerados pelo uso indiscriminado da informação, enfim ela, a Informação, conseguia chegar nas grandes mesas redondas para municiar as decisões dos poderosos diretores e presidentes das empresas.

Frustrante?  Sim.  Na época do Main Frame, para se ter uma informação gerencial de qualidade, investia-se uma fábula no desenvolvimento de sistemas parrudos e enormemente complexos.  Isto sem falar no tempo de desenvolvimento, que era no mínimo igual a uma gestação humana (que é de 9 meses, para quem não sabe).


A década de 80 foi, de fato, o grande marco divisor entre a geração Frame e a geração Micro.  As redes locais, baseadas no protocolo TCP/IP, até tentavam impor um pouco de ordem naquela bagunça, mas não havia justificativa que fizesse o usuário deixar de usar sua boa e velha planilha para voltar a perder tempo com os famosos terminais 3270 - a batalha foi perdida: ali jazia o velho Main Frame.

Por ironia do destino, 20 anos depois de grandes revoluções tecnológicas, cá estamos falando de Cloud Computing.  Será isto uma nova roupagem para a volta dos Main Frames?  Onde estão nossas informações?  Que supermáquinas não essas que conseguem processar o mundo?  Eis que surgem novamente os Main Frames, desta vez mais eficazes e inteligentes.  Escondidos de tudo e de todos.  Resolvendo o problema da concentração de dados sem abrir mão da descentração da informação.  Prometendo segurança sem dizer onde está.  Pulverizando nossas informações como poeira ao vento.

Algumas questões permeiam toda essa história de construção, destruição e reconstrução:

1. Quem detém o verdadeiro poder da informação nos tempos da Cloud Computing?
2. Quem garante o sigilo e a privacidade das informações numa nuvem multinacional?
3. Qual o limite para a pulverização das informações na nuvem?

É este o cenário em que vivemos.  Profissionais de TI, bem vindo ao verdadeiro século 21.

Ah, eu só tenho 46 anos :)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

TI: Gerenciando a Indisciplina da Equipe




GERENCIANDO A INDISCIPLINA DOS PROFISSIONAIS DE TI

Chegar atrasado ao trabalho.  Desafiar a hierarquia da empresa.  Passar por cima das regras corporativas.  Essas são algumas das condutas profissionais características de boa parte dos jovens e brilhantes profissionais da área de TI.  Se estivéssemos falando de outra área qualquer, atitudes como esta não poderiam ter outro desdobramento senão uma boa carta de demissão.  Mas estamos falando dos informáticos !  

Se por um lado a indisciplina e irreverência são comportamentos indesejáveis em um profissional típico de qualquer área, por outro, esta conduta comportamental é reflexo da pungência de uma criatividade e inteligência acima da média.  

Desenvolver software é um "mix" de inventividade, raciocínio e capacidade de visão holística. Não dá para gerenciar esses profissionais como outros quaisquer.  Não fosse assim, empresas como a Google e a Microsoft não permitiriam seus profissionais comparecerem aos seus ambientes de trabalho usando bermudas, tatuagens e tantos outros adereços considerados, no mínimo, agressivos em toda e qualquer ambiência organizacional.  Ainda na década de 80, a IBM mandava seus pesquisadores para retiros no Himalaia simplesmente para pensarem nas próximas soluções que a humanidade iria utilizar nos anos vindouros.  

É, companheiros gestores, estamos falando de um jeito diferente de gerir pessoas.  Estamos falando de manipulação de energias criativas que só mesmo quem é nativo da área de TI consegue compreender.  Mas quais são realmente as maiores dificuldades de fazer esta "galerinha" produzir para nossas empresas?  Vamos então enumerar alguns desses desafios e suas consequentes (ou aparentes) soluções:

1) Gerenciamento da hierarquia: Não adianta bater na mesa e dizer, aqui quem manda sou eu.  Esta é a melhor forma de perder controle sobre uma equipe. Um bom gestor de TI tem que fazer cada um de seus "liderados" sentirem-se gerentes de si mesmo, convergindo suas energias criativas para o foco da organização, trabalhando tão somente a motivação individual e do grupo.

2) Gerenciamento do tempo: Cronogramas?  Rede Pert/CPM?  Esqueça.  O tempo é, para esta geração de profissionais, uma entidade realmente relativa.  De todos os experimentos que se fez até hoje os melhores resultados foram obtidos através da prototipação (ou prototipagem), seja lá como a queira chamar.  Fazendo "implantar" pequenos módulos de um sistema você consegue manter em níveis elevados a curva de motivação do desenvolvedor, fazendo-o "curtir" cada etapa do processo construtivo.

3) Gerenciamento da irreverência: Esta é a parte que exige mais paciência e autocontrole do gestor.  A primeira providência a ser tomada é blindar a equipe, ao máximo, das visões críticas externas.  Não estou aqui falando de dar espaço à subversividade ou mesmo semear a indisciplina na organização.  Estou apenas convidando o gestor à uma reflexão sobre, até que ponto vale a pena submeter sua equipe aos holofotes setoriais da empresa.  Pense a respeito!

4) Gerenciamento da autoconfiança: A mesma autoconfiança de um piloto de avião que após 50.000 horas de voo negligencia seus instrumentos, levando a aeronave a uma rota equivocada até a pane seca, é a mesma que acomete profissionais de TI ainda em tenra idade profissional.  A sensação de controlar uma sofisticada e poderosa linguagem de programação ou sistema operacional faz com que o informático se considere infalível.  O que poderíamos apontar como solução para isto?  Não cometa o erro de expor seu profissional a vexames públicos - crie ou utilize uma equipe de teste de software.  Lembre-se: quem faz não confere.  Não há nenhuma boa teoria que resista a fatos científicos, portanto, profissionalize o processo de testes de software dentro de sua organização.

Poderíamos aqui falar sobre inúmeras outras características, problemas e soluções recomendadas, mas não há receita de bolo e, até mesmo esses pontos aqui elencados estão sujeitos a críticas e melhoramentos.  Por isto, amigo gestor, vamos iniciar agora mesmo uma reflexão e debate sobre este delicado e relevante tema.

Agora é com você - qual a sua opinião?

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ACADETEC - Academia Tecnológica do Brasil
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David Stephen
+55(81)9727-1707
david@acadetec.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Faltarão 40 milhões de profissionais qualificados no mundo até 2020

Se o momento atual da economia já exige que empresas abusem da criatividade para achar e manter profissionais qualificados, uma pesquisa do McKinsey Global Institute aponta que a situação deve se agravar nas próximas décadas.

Baseado nas tendências atuais, o instituto projeta que, até 2020, a economia mundial vai enfrentar uma falta de até 40 milhões de trabalhadores com nível superior, o que representa 13% da demanda por esses profissionais. Cerca de 16 milhões serão exigidos em economias avançadas, que já sofrem com o envelhecimento da população.

Em países em desenvolvimento, a criação de novas vagas na indústria e no setor de serviços exigirá 45 milhões de profissionais com ensino médio a mais do que o disponível, o que representa 15% da demanda. Desse número, 13 milhões irão faltar apenas na Índia.

Ao mesmo tempo, haverá um excesso de até 95 milhões de trabalhadores de baixa qualificação em todo o mundo em relação às vagas disponíveis, cerca de 10% do total. Em economias desenvolvidas, isso significa até 35 milhões de profissionais sem curso superior a mais do que o demandado pelos empregadores.

Nos países em desenvolvimento, os trabalhadores pouco qualificados nem ao menos chegam ao ensino médio. Nesse caso, as economias precisarão lidar com até 58 milhões de pessoas a mais do que a demanda por esse tipo de profissional.

Até 2030, a estimativa é que a taxa de crescimento anual da população economicamente ativa cairá de 1,4% para 1%. Em países como o Brasil a previsão é que esse número não passe de 0,6% e até mesmo a China deve ver a taxa cair pela metade, para 0,5%. Junto a números cada vez maiores de aposentados deixando a força de trabalho, que devem somar 360 milhões, a situação deve promover mudanças no cenário mundial e desafios para a maioria dos países.

A China deve ser substituída pela Índia e outras economias emergentes do sul da Ásia e da África como a principal fonte de trabalhadores no mercado mundial. Dos 600 milhões de pessoas que irão se unir aos 2,9 bilhões na força de trabalho global atual, a pesquisa estima que 60% terão origem nesses países. Ao mesmo tempo, a China vai assumir outro papel no cenário global: o de maior fornecedor de profissionais com educação superior. Junto com a Índia, será responsável por 57% dos novos trabalhadores com curso superior até 2030. Ainda assim, a demanda será maior do que as estimativas de crescimento. Só na China, a previsão é que faltarão 23 milhões de profissionais qualificados em 2020.
Fonte: (Letícia Arcoverde | Valor)


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Personal Branding


  • Personal Branding: Marca Pessoal
  • Marketing: Processo que visa conquistar e manter novos clientes
  • Marketing Pessoal: Processo que visa conquistar novas oportunidades de trabalho e gerir sua própria carreira.
Dentro desses conceitos, podemos entender o Personal Branding, ou marca pessoal, como uma importante ferramenta do Marketing Pessoal.  Alguns autores traduziriam este termo para Imagem Pessoal, mas oPersonal Branding vai além disto.  Muito mais que maneiras de se vestir ou se apresentar, a Marca Pessoal abrange desde o estigma visual até o conjunto de valores que prometemos ofertar em nossa mensagem subliminar, passada em todos os aspectos de nossa conduta pessoal e profissional.

Muitas personagens famosas de nossa história recente se imbuíam de adereços intangíveis como marcas de sua personalidade.  Da irreverência do Cazuza à perseverança do Ronaldo Fenômeno, passando pela garra do Ayrton Sena, podemos perceber uma série de marcas pessoais que vão muito além do envólucro exterior desses ícones que mudaram o curso de nossa história recente.

Para definir a sua marca pessoal, é necessário refletir sobre as seguintes indagações:

1. O que você valoriza em uma pessoa de sucesso?
2. De quais desses valores você já dispõe em sua personalidade?
3. Que outros valores você gostaria de internalizar?

Reúna tudo isto e comece a internalizar nas atividades do seu dia a dia e, o mais importante: passe a externar esses valores em suas ações de Marketing Pessoal.

Se você se preocupa com o Meio Ambiente, crie ou participe de algum Blog e exponha suas opiniões.  Participe de congressos, cursos e seminários nessa área e tente se fazer ouvido nos fóruns de discussão sobre o tema.  Este é o começo da construção de um Personal Branding.

Mas Atenção !!!

Não force a sua natureza.  Ainda no exemplo acima, se você é uma pessoa centrada e introvertida, não precisa sair por aí fantasiado de árvore e com a marca do GreenPeace tatuada no braço para consolidar umPersonal Branding na área de Meio Ambiente.  Você pode perfeitamente fundar uma marca pessoal em cima de valores e idéias, sem entrar em conflito com a sua personalidade.  Ser diferente e inovador não significa ser extravagante e agressivo.  Seja único estabelecendo um conjunto de valores diferenciado e convergente com as necessidades do mercado, da sociedade, do mundo.

Mais sobre Personal Branding e Marketing Pessoal?

Faça o curso de Marketing Pessoal da Acadetec e aprenda muito mais sobre como ter sucesso no mundo globalizado.

O Mercado é dos Técnicos


Quantos egressos dos cursos de bacharelado em administração sabem emitir uma nota fiscal?  Quantos conseguem redigir um contrato de prestação de serviços?  E quantos sabem calcular os impostos e encargos a serem recolhidos durante uma competência fiscal?  Perguntas como estas são dirigidas todos os dias aos candidatos às vagas de trabalho na área de gestão e negócios e, poucas vezes, são respondidas afirmativamente pelos diversos bacharéis e tecnólogos que emanam das faculdades e universidades de todo Brasil. Não que estes níveis de ensino devam focar essas habilidades bastante específicas e circunscritas ao campo de trabalho operacional, mas o mercado necessita urgentemente de técnicos que consigam dar respostas rápidas e consistentes às necessidades mais comuns das empresas, razão pela qual os empregadores têm dado preferência à contratação de quem sabe fazer, literalmente, por a mão na massa. 
Nas últimas quatro décadas o Brasil tem formado poucos técnicos em administração e, por outro lado, uma multidão de bacharéis, com embasamento teórico-científico desconectado da realidade prática do mercado de trabalho, vem tentando inserir-se no mercado, submetendo-se à alta concorrência e remunerações aquém da expectativa gerada na ambiência universitária.
É neste contexto que surge a figura do técnico em administração, profissional formado para atuar no segmento operacional, chefiando setores, conduzindo processos administrativos na base da pirâmide organizacional.
O meio da pirâmide é normalmente ocupado pelos tecnólogos e, no topo, os bacharéis comandam o nível mais estratégico das empresas.  Bem, pelo menos era desta forma que as coisas deveriam funcionar nas organizações.
No entanto, pela distorção formativa do setor educacional deste país, observa-se uma inversão nas demandas de profissionais disponíveis no mercado, forçando os bacharéis a ocupar do topo à base da pirâmide, concorrendo de maneira difusa com os técnicos e tecnólogos em toda a extensão organizacional.
Para corrigir esta inversão, urge formarmos cada vez mais tecnólogos e, sobretudo, técnicos para suprir a oferta de vagas de baixo a médio valor agregado na cadeia produtiva das empresas, aumentando a eficiência dos processos administrativos nos níveis táticos e operacionais das organizações.
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Você sabe trabalhar em equipe? Leia as dicas no fórum ACADETEC e participe dessa discussão - http://t.co/T2uC3pkE

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Quer saber como se tornar um artigo de luxo para o mercado de trabalho?  Leia o tópico no Fórum ACADETEC: http://migre.me/9pFLq

A ACADETEC tem a honra de apresentar o seu mais novo curso: Curso Online de Colorimetria Capilar. Conheça este curso em: http://migre.me/9oGvU

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Marketing Pessoal não é Autopromoção


Leia a minha coluna de hoje no Fórum ACADETEC e participe de nosso Debate.

Acesse já e leia o artigo na íntegra em:  http://migre.me/9nzxt

Deixe sua opinião.

Boa leitura !

Leia essa matéria sobre "O Dia Nacional do Meio Ambiente" da FUNDACENTRO:
http://acadetec.havonna.com.br/forum/loadTopico?topico.id=20 e entre no nosso debate !

Algumas Dicas de Segurança para Marmorarias (Importante).
Leia aqui:
http://acadetec.havonna.com.br/forum/loadTopico?topico.id=21

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Você sabe quantos cliques convertem 1 venda no Google AdWords?
Pra saber, acesso nosso Fórum em:
http://acadetec.havonna.com.br/forum/loadTopico?topico.id=18
É Grátis !!!
Olá amigos, estou sugirindo este debate porque estou me aprofundando no tema Marketing Digital e, ao mesmo tempo, aplicando em um projeto empresarial em que estamos trabalhando na ACADETEC - Academia Tecnológica do Brasil. Após 850 páginas de leitura do livro os 8 "P"s do Marketing Digital e das 225 páginas do Livro "Marketing na Era do Google", começo a perceber que velhas teorias ganham nova roupagem com as inúmeras possibilidades propiciadas pelos buscadores como Google e Bing. Se o cliente era pescado com rede de arrasto na Era Pré-Google, agora eles são literalmente pinçados com sofisticados anzóis, respeitando-se, em primeiro lugar, a sua vontade e a sua comodidade. Com essas ferramentas, meus caros, podemos nos posicionar exatamente onde o nosso cliente está, no exato momento em que ele se dispõe a comprar produtos similares aos que temos a oferecer. Nesta era, pequenas empresas e negócios ainda incipientes conseguem concorrer de igual para igual com enormes e tradicionais corporações, que começam a sucumbir perante esta nova realidade digital. E você, o que acha sobre este assunto?

domingo, 29 de abril de 2012

Revista Época aborda o Espiritismo



Revista Época aborda 
"O Novo Espiritismo
na edição Julho/2006


A religião assume uma face moderna e cresce entre os jovens de classe média. Maior país espírita do mundo, o Brasil já exporta a Doutrina para os Estados Unidos.


Ao contrário do que se possa imaginar, quem entra num centro espírita não vai encontrar médiuns se contorcendo ou sessões de exorcismo coletivo. Centros espíritas são, mais que tudo, espaços de leitura, discussão e prece. Nas reuniões dos espíritas, normalmente há primeiro uma leitura de um dos livros de Kardec. Depois uma palestra em que o participante do centro apresenta suas interpretações sobre algum ponto da doutrina. Por fim, há o passe, momento em que o médium (não necessariamente incorporado) diz trocar energia com os presentes. 


A Top Model Raica Oliveira, de 22 anos, foi criada na religião espírita. Nascida em Niterói, a namorada do craque Ronaldo mora hoje com a maior parte do tempo do ano em Nova York por conta dos compromissos profissionais. Quando está nos Estados Unidos, Raica vai ao centro Casa São José na cidade vizinha de New Jersey, frequentado por brasileiros como Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira - considerados médiuns pelos adeptos da doutrina. 


Raica, Raul e Divaldo são, segundo uma reportagem publicada recentemente no jornal americano The 

New York Times, as faces visíveis de um novo fenômeno: a abertura de centros espíritas nos Estados Unidos dirigidos por brasileiros, frequentados pela comunidade latina e também por americanos. O Brasil não é apenas o maior país católico do mundo. É também a nação com maior número de espíritas, cerca de 20 milhões de pessoas, segundo os números oficiais. E, agora, tornou-se também o principal pólo difusor da religião fundada e sistematizada pelo frncês Allan Kardec. 


Os Espíritas têm renda familiar 150% superior à média nacional. 

Quais as características desse espiritismo que o Brasil professa e exporta ? pode-se dizer que o rosto de Raica, uma das mulheres mais bonitas do país, é a face-símbolo de uma nova fase na religião. Esqueça os copos que se movimentam  sozinhos sobre a mesa branca, as operações com canivete e sem anestesia do médium Zé Arigó e as sessões de exorcismo coletivo transmitidas pelo rádio. Isso tudo ainda existe, mas o crescimento e a exportação da doutrina se devem principalmente a seu lado menos místico e mais racional. 


Esse "novo espiritismo" preserva os pilares básicos da religião: a imortalidade do espírito, sua reencarnação e evolução, além da possibilidade de comunicação entre vivos e mortos. mas se baseia muito mais em leituras e na introspecção que em rituais ou sessões que invocam supostas forças do além. São incentivadas também as duas práticas mais fortes da doutrina: a caridade e a tolerância religiosa. O espiritismo vem crescendo no Brasil, principalmente entre jovens de classe média. No site de relacionamentos Orkut, já existem 366 comunidades sobre "espiritismo" e outras 808 quando se busca a palavra-chave "espírita". 



77% dos espíritas têm entre oito e 15 anos de estudo,
em média dez anos a mais que os católicos 


A maior delas se chama simplesmente Espiritismo. tem 183.546 membros. Lá, as discussões variam desde assuntos simples, como o lançamento de um livro, até questões teóricas mais elaboradas, como a relação entre espíritos e Física Quântica. Curiosamente, a palavra "católicismo" registra apenas 34 comunidades, e "católico" 421. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística calcula que a doutrina espírita tem 20 milhões de adeptos no Brasil, afora os que professam o espiritismo como segunda religião. A doutrina cresceu 40% entre os últimos dois censos. Os dados do IBGE mostram que esse crescimento se deu principalmente nos estrados mais ricos e escolarizados da população. A Renda dos Espíritas é 150% superior à média nacional, e 52% deles ganha acima de 5 salários mínimos. Entre os espíritas, 77% têm entre oito e 15 anos de escolaridade, dez anos em média a mais que os católicos. 


Além de Raica de Oliveira, outras celebridades vêm aderindo ao espiritismo, embora poucas alardeiem professar a crença. Boa parte prefere tratar o assunto como algo privado. É o caso da atriz Cleo Pires, que 

herdou a fé do seu pai, o cantor Fábio Júnior, e dos avós maternos. O tenista Gustavo Kuerten recentemente se submeteu a um tratamento espírita, levado por seu fisioterapeuta, Nilton Petrone - o mesmo de Xuxa e Romário. 



Sofrendo de dores nos quadris que o derrubaram do primeiro para o 452º lugar no ranking do esporte, Guga, aos 29 anos, recorreu a um tratamento espiritual no Lar do Frei Luiz, centro espírita da zona oeste do Rio. "Foi minha primeira experiência com o espiritismo. Estou mais calmo e equilibrado.", disse Guga à Época. Tecnicamente, o tratamento, ocorrido no dia 10 de junho, não foi uma cirurgia, pois não houve cortes. Guga seguiu o procedimento-padrão do centro. Primeiro, ficou mais de uma hora na sala de orações, com mais de 50 pessoas. Depois, foi com um pequeno grupo para uma sala escura. "O tratamento espiritual não substitui a fisioterapia, apenas a complementa", diz Nilton Petrone. 



O novo espiritismo que atrai gente como Raika ou Guga engendrou algo que se pode chamar de "Cultura Espírita". É natural, numa religião em que a leitura prevalece cada vez mais sobre o virtual, que a faceta mais visível dessa cultura sejam os livros. Vários deles atingiram a lista dos best-sellers. Sozinho, o mineiro Chico Xavier, morto em julho de 2002 e considerado o maior dos médiuns pelos adeptos da religião, vendeu (e ainda vende) 25 milhões de exemplares de seus mais de 400 livros, todos supostamente psicografados. Zibia Gasparetto, de 78 anos, já vendeu 5 milhões de exemplares de obras que afirma ter psicografado. Há dez anosnão sai da lista dos dez bet-sellers nacionais. Outro sucesso nas livrarias foi a coletânea de entrevistas Encontro com Médiuns Notáveis, escrita pelo músico e pesquisador Waldemar Falcão. O jornalista Marcel 

Souto Maior chegou à casa dos 300 mil exemplares nos últimos dez anos, desde que lançou a biografia As Vidas de Chico Xavier. O livro vai servir de base para um filme, com direção de Daniel Filho e lançamento previsto para o ano que vem. 



A principal característica da cultura espírita é que ela ultrapassa os adeptos da doutrina e até aqueles que têm o espiritismo como segunda religião. Para além dos livros que fazem sucesso com os leitores de todas as crenças, os programas de televisão que tratam do assunto sempre conseguem uma larga audiência. Trasnmitida até o início deste ano, a novela Alma Gêmea, da TV Globo, teve o melhor Ibope do horário das 6 na última década, impulsionada por uma história de reencarnação. Quando o folhetim foi ao ar, a Globo fez uma pesquisa qualitativa para saber a aceitação do tema entre os espectadores. Mesmo os que não eram espíritas aprovaram enfaticamente a trama e os personagens. Quando terminar sinhá moça, que está no ar com resultados inferiores aos de Alma Gêmea, entrará no ar O Profeta. Nova versão da novela de Ivani Ribeiro dos anos 70, na Tupi. a trama gira em torno de espiritismo e mediunidade. Na nova versão de O 

Profeta, o protagonista será interpretado pelo ator Thiago Fragoso. "O telespectador gosta de assuntos que o levem a pensar sobre o que somos, para onde iremos", diz Walcyr Carrasco, autor de Alma Gêmea e supervisor da adaptação de O Profeta. 



FÉ HERDADA 



A atriz Cleo Pires chegou ao espiritismo por influência do pai, Fábio Junior, e dos avós maternos.  O diretor-geral do programa Linha Direta, da TV Globo, Milton Ubirached, diz que se assustou com a repercussão dos episódios que tocaram no tema do espiritismo. "No ano passado, a história sobre cartas psicografadas de 13 mortos do Edifício Joelma (Prédio Paulista que pegou fogo em 1974 e deixou 189 mortos) deu 30 pontos de audiência à meia-noite", afirma. Em julho, de olho na curiosidade do público, esse episódios serão reunidos em DVD. Outro programa da série que conseguiu boa audiência relatando um caso curioso. No fim de maio, no município gaúcho de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, uma carta supostamente ditada por um morto ajudou na absolvição da ré Iara Barcelos, de 63 anos, acusada de ser mandante de um crime. O juri ficou sensibilizado pela mensagem, que seria da vítima, o tabelião Ercy da Silva Cardoso. Na carta Ercy afirmava a inocência de Yara. 



A Cultura Espírita ja chegou aos Estados Unidos. Filmes arrasa-quarteirão como Ghost, de 1990, já mostravam o apelo de temas como a comunicação entre vivos e mortos. Agora, começa a fazer sucesso na televisão 

americana a série Médium. Nela, uma mulher psicografa mensagens que ajudam a desvendar crimes. A protagonista da série é baseada em uma personagem real, a americana Allison Dubois, cujo livro Não 
é preciso dizer adeus acaba de ser lançado no Brasil. Citado na reportagem de The New York Times, o espírita Divaldo Pereira Franco, de 79 anos, acredita no crescimento da doutrina nos Estados Unidos, onde começou a fazer palestras em 1962. "Em minha última palestra, em Baltimore, 70% da platéia era de americanos", diz Franco. Em Nova York foram criados dez centros espíritas na últtima década. Em New Jersey, mais seis. 



O que explica a adesão crescente da classe média ao espiritismo ? Quem responde é o sociólogo Flávio Pierucci, na Universidade de São Paulo. autor de A Realidade Social das Religiões no Brasil: "O espiritismo 

é uma religião confortável. Ela suavisa o drama da morte e dá respostas lógicas ao que acontece de bom ou de ruim. 



Sem falar que podemos levar créditos ou débitos para outras vidas". Piericci considera que há três razões pelas quais "o novo espiritismo" atrai tantos adeptos entre a classe média: A Doutrina Espírita se baseia num conjunto de idéias muito bem sistematizado e, portanto, passível de aceitação nacional. 



Ela é flexível e acolhe gente de todas as religiões. 

A forma original da religião fundada por Kardec de lidar com a questão da morte. 



Para entender cada um desses motivos, é preciso fazer um breve histórico da religião espírita. As idéias que alicerçam o espiritismo foram sistematizadas pelo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon em 1804. Ele passaria para a história sob o pseudônimo de Allan Kardec - que seria o nome de um druida, supostamente sua encarnação anterior. Nascido em uma família de magistrados católicos, ele decidiu seguir também o caminho da educação e sempre lutou pela democratização do ensino público na França. Em 1854, kardec se interessou pelo fenômeno então conhecido como "mesa giratória". Nos salões elegantes, após os saraus, gente da alta sociedade costumava se sentar em torno dessas mesas para, segundo acreditavam, dialogar com os espíritos. Utilizando recursos supostamente mediúnicos dos presentes, as entidades desencarnadas se manifestariam. Segundo os historiadores, o fenômeno foi a coqueluche da sociedade francesa de 1853 a 1855. Os eventos das mesas giratórias ganharam dezenas de reportagens dos jornais europeus. 



Kardec mergulhou nesse universo por três anos, até estruturar uma doutrina que, segundo ele, unia os conhecimentos científico, filosófico e religioso. Ele escreveu sua obra básica, O Livro dos Espíritos, em 1857. O livro é resultado dos diálogos que Kardec afirma ter estabelecido com os espíritos desencarnados nas diversas reuniões mediúnicas de que participou. Kardec não dizia ser médium. Afirmava valer-se de um método científico para conferir a veracidade dos diálogos. Dizia ouvir a voz de diferentes espíritos por meio de diferentes médiuns para cotejar as versões. A obra se estrutura em 1.019 tópicos, no estilo pergunta e resposta. O Livro dos Espíritos serviu de base para mais quatro obras de Kardec: O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Como há outras religiões espiritualistas - que creêm na vida além da matéria - criou-se a expressão "Kardecismo" para diferenciar a doutrina de Kardec das outras. O termo, porém, é considerado errôneo pela Federação Espírita Brasileira (FEB). Chamar o espiritismo de kardecismo é considerado uma redundância. Kardec morreu em 1869, aos 64 anos, e seus livros estão para o espiritismo como o Novo Testamento para os cristãos, a Torá para os judeus e o Alcorão para os mulçumanos. 



Quando Kardec codificou sua doutrina, deu-lhe um revestimento científico. É essa roupagem racional o primeiro motivo para o sucesso do espiritismo no mundo moderno. "Razão a fé não estão em polos opostos. 

Cremos em algo lógico, não místico", diz o presidente da Federação Espírita Brasileira, Nelson Masotti. "Seria difícil seguir uma religião que não estimula a discussão e o conhecimento", diz o engenheiro carioca Ricardo Danziger, de 47 anos, filho de mãe católica, e pai judeu. Toda a sua família - a mulher, Ana Cristina, e os filhos adolescentes, Ricardo e Júlia - professa a religião espírita e frequentam o mesmo centro, o Lar Teresa, no bairro carioca de Copacabana. 



TOLERÂNCIA 



Raul Teixeira é considerado pelos espíritas um dos maiores médiuns brasileiros.  "Quem se degladia com outras religiões mostra falta de maturidade na fé. Quem não crê o suficiente tenta convencer os outros para convercer a si próprio", diz. 



A segunda razão para o crescimento do espiritismo é a flexibilidade da doutrina. Avessos a fundamentalismos, hierarquias, sacerdotes, altares e ídolos, os espíritas acolhem pessoas de todas as religiões. Não há exigências na atitude, no vestuário ou cobrança financeira. Adeptos de outras religiões costumam se envolver com o espiritismo sem necessariamente  abandonar as crenças originais. "Somos avessos ao fundamentalismo. Dai ser tão importante o estudo e a leitura", afirma o carioca Raul Teixeira, considerado pela Federação Espírita Brasileira um dos maiores médiuns do país. "Quem se degladia com outras religiões mostra falta de maturidade na fé. Quem não crê o suficiente tenta convencer os outros para convercer a si mesmo." Uma pesquisa realizada pela Federação Espírita Brasileira em São Paulo e no Rio Grande do Sul mostra que apenas um em cada quatro frequentadores de centros se considera oficialmente espírita. "Não temos dogmas, santos, hierarquia. Há respeito por todas as crenças", diz o economista carioca André Menezes Cortes, de 36 anos. nascido em uma família católica, hoje ele é adepto da doutrina de Karl.



A terceira e principal razão para que o espiritismo tenha tantos adeptos é a maneira como a religião fundada por Kardec lida com a questão da morte. para os espíritas, ela não é o fim de tudo. É possível ter outras vidas e nelas resolver assuntos pendentes de encarnações passadas. É algo semelhante ao que os budistas costumam chamar de carma, uma espécie de "preço" para nas diversas vidas rumo à evolução espiritual. Para os cristãos, a vida é uma chance única: resolva tudo agora e salvará sua alma - ou arderá no inferno. O Budismo e o Induísmo admitem a reencarnação. Só o espiritismo, no entanto, diz possibilitar a comunicação entre "encarnados" e "desencarnados". Segundo os espíritas, é possível trocar mensagens orais ou escritas por meio dos médiuns - pessoas que funcionam como antenas entre os dois mundos. 


CONVERSÃO 



O economista carioca André Menezes Cortes, de 36 anos, nasceu numa família católica. Hoje se diz espírita. "Não temos dogmas, santos, hierarquia, e há respeito por todas as crenças", afirma. 



Chico Xavier foi o maior deles. Escreveu mais de 400 livros. Mulato pobre, nascido em Pedro Leopoldo, no interior de Minas Gerais, Chico foi perseguido e investigado desde os anos 30, quando sua fama se alastrou pelo país. Nessa época, ele dizia psicografar textos de escritores e poetas mortos, que guardavam, para espanto geral, incrível semelhança com o estilo original. nas décadas que se seguiram, Chico se tornou referência no mundo do espiritismo. Isso resultou em verdadeiras romarias a sua casa, em Uberaba, em Minas, para onde se mudou em 1959 e onde morou até morrer, aos 92 anos, em 2002. 



As obras de Chico Xavier trouxeram imenso consolo ao taxista carioca Gilberto da Silva Netto, de 65 anos. Há algumas semanas, as noites de Gilberto tem sido dedicadas à leitura de Jovens no Além, escrito por Chico Xavier em 1975. O livro tras mensagens supostamente psicografadas por pessoas que perderam a vida cedo, em circunstâncias trágicas. Gilberto é pai de Rodrigo, o Nettinho, guitarrista da banda Detonautas, assassinado num assalto no início de junho no Rio. Católico de formação. Gilberto se define como cético sobre qualquer religião. Mas diz ter se aproximado do espiritismo em busca de respostas. 



O MITO 



Chico Xavier é uma referência para os espíritas do mundo inteiro.  Sua imensa popularidade é uma das razões do crescimento do espiritismo no Brasil.  "Quero acreditar que meu filho está bem, em algum lugar", diz o taxista. Ele também perdeu a mãe de seus filhos, de câncer, há mais de 20 anos. Sua atual mulher, a professora Eliane Perez, que criou Rodrigo desde os 9 anos, é espírita desde jovem e procura acalmar a família depois da tragédia. "Tenho explicado a todos que nada é por acaso. E que algum dia vamos todos nos reencontrar, de alguma maneira", afirma Eliane. 



A presença do espiritismo na cultura brasileira vem de longe. Pode-se dizer que dois conjuntos de idéias originalmente francesas - o espiritismo e o positivismo, de onde herdamos o lema "Ordem e Progresso" 

- encontraram solo fértil no Brasil francólico da virada do século XIX para o XX. Nessa época, o jornalista João do Rio - um adepto do estilo de jornalismo literário que nos anos 60 viria a ser chamado de "new jornalism" pela geração de Tom Wolf e Gay Talese - registrou o frisson em torno do espiritismo em seu livro As Religiões do Rio. "Nas rodas mais elegantes, entre os sportsmen inteligentes, lavra o desespero das comunicações espíritas, como em Paris o automobilismo", escreveu João do Rio em um livro em 1904 que acaba de ser relançado no Brasil. 



A doutrina de Kardec chegou ao Brasil logo depois de ter sido divulgada no Livro dos Espíritos, por meio de um grupo de franceses que moravam no Rio, então capital do Império. Foi rapidamente absorvida por uma elite. Com o tempo, começaram as primeiras repercussões de supostos eventos mediúnicos e tratamentos espirituais. A partir de 1890, um movimento liderado por médicos, apoiados por juristas, resultou em perseguição ao espiritismo. "De certa forma, naquele momento a doutrina concorria com a medicina", diz a antropóloga Sandra Stohl, autora do livro Espiritismo à Brasileira, baseado em sua tese na Universidade de São Paulo. 



Foi o médico Adolfo Bezerra de Menezes, na primeira metade do século XX, quem deslocou o foco da doutrina da ciência para a caridade. Essa ênfase se tornou uma característica marcante do espiritismo brasileiro. Estima-se que meio milhão de pessoas no país recebam ajuda de alguma entidade espírita. A própria Federação Espírita Brasileira iniciou um trabalho social em 1884, ano de sua fundação. Hoje ela dá assistência a aproximadamente mil famílias, além de manter uma creche para 800 crianças na cidade de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. 



As Casas André Luiz, de São Paulo, atendem pacientes pacientes com problemas de saúde mental - 630 em regime de alojamento e 800 em regime ambulatorial. A assistência se estende à familia do doente, já que quase todos os pacientes são muito pobres. Divaldo Pereira Franco, aquele que também atua nos Estados Unidos, mantém em Salvador a Mansão do Caminho. 


Desde 1947, a entidade já prestou atendimento médico e odontológico a mais de 30 mil pessoas. vivemos num mundo cada vez mais competitivo, em que muitas vezes a caridade é deixada em segundo plano. A época atual é também de recrudescimento de fundamentalismos que sufocam a liberdade religiosa. Num tempo assim, a acolhida cada vez maior  da mensagem espírita, fundamentada na tolerância e solidariedade, é um fato a comemorar. 



RACIONALIDADE 



"Seria difícil seguir uma religião que não estimula a discussão e o conhecimento", diz o engenheiro carioca Ricardo Danziger, de 47 anos. Sua mulher, Ana, e os filhos, Ricardo e Júlia, também são espíritas. 



A verdadeira felicidade reside na conquistados tesouros imperecíveis da alma.