terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Distância Transacional na Educação a Distância




Distância Transacional. Você já ouviu falar disto? Este é o maior desafio de toda e qualquer instituição de ensino a distância. Entendemos por distância transacional a percepção da distância real entre o educador e o aprendiz. Quanto menor for esta percepção, mais eficaz será o método de EAD adotado. A distância transacional é encurtada quando o sistema se utiliza de recursos que promovam a interatividade entre o aluno e o professor. A história recente da EAD no Brasil demonstra que recursos como teleaulas interativas, associadas a um bom material didático, são os que mais reduzem a distância transacional entre o educador e o educando.  A disponibilidade de outros recursos de comunicação síncrona e assíncrona como Chat Online, Fórum de Discussões, entre outros, também é uma forte aliada neste processo cognitivo. 


Como reduzir a distância transacional?

Os melhores sistemas de ensino associam os recursos síncronos aos assíncronos (veja o significado desses conceitos logo abaixo) na medida certa e, preferencialmente, dosados de acordo com o perfil cognitivo de cada aluno.  Um sistema considerado ideal oferece ao seu estudante a possibilidade de eleger a intensidade e o modo de uso de cada um desses recursos de acordo com suas necessidades.  Vamos exemplificar um processo cognitivo hipotético bem sucedido para um aluno tipicamente brasileiro: 

Eduardo estuda logística em um curso técnico a distância.  O dia de sua web-aula ao vivo (síncrona) é a terça-feira das 19h as 20:30h.  Neste dia e horário o Eduardo pode optar entre participar da aula presencialmente em uma web-sala próxima de sua residência (dentro de um polo de apoio presencial), ou fazer isto a distância, através do recurso de web-streamming do seu ambiente virtual de aprendizagem, neste caso, a partir de sua própria casa de onde mais ele puder acessar a Internet.  Ao longo da aula, o Eduardo pode solicitar que seu tutor presencial mande suas perguntas em tempo real para o seu professor responder, diretamente de um estúdio.  Caso o Eduardo esteja em sua casa, essas perguntas podem ser enviadas diretamente ao mediador de estúdio.  De uma forma ou de outra, seu professor responderá à sua pergunta ao vivo, não apenas para ele, mas para todos os demais alunos conectados.  A dúvida do Eduardo poderá ser a dúvida de muitos colegas, por isto o mediador de estúdio, bem como o tutor presencial de cada polo é uma peça importantíssima neste sistema de ensino-aprendizagem síncrono.  O professor da disciplina de Logística de Distribuição, que está ministrando a web-aula ao vivo, passará um conjunto de atividades a seus alunos. Essas atividades deverão ser desenvolvidas por eles, de forma assíncrona, ao longo da semana, e postadas no ambiente virtual de estudos antes que uma nova web-aula ao vivo aconteça.  Durante a semana de estudos, Eduardo e seus colegas trocarão informações via Fórum (assíncrono)  e Chat Online (síncrono), postando suas dúvidas e discutindo as problematizações propostas pelo seu professor.  Todo o conteúdo que não pôde ser abordado na web-aula vivo está disponível no livro didático, que aprofundará o tema em estudo com referências a bibliografia complementar, links, tutoriais, simuladores e inúmeras outras fontes de pesquisa e exercícios.  

Acabamos de conhecer a experiência de aprendizagem do Eduardo.  A ordem e a intensidade com as quais o Eduardo recorre a cada um desses recursos é determinada apenas por ele, evidentemente, a exceção das web-aulas ao vivo, que têm data e hora para acontecerem.


Algumas terminologias que precisam ser entendidas


Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

Chamamos de AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) todo software (programa de computador) capaz de hospedar e organizar conteúdos educacionais de forma interativa, de modo a propiciar a transmissão e compartilhamento de conhecimentos entre os atores do processo educativo.


Tutoria

A essência da Educação a Distância (EAD) está na construção do conhecimento de forma colaborativa. Contudo, é necessário um acompanhamento deste processo cognitivo, respeitando o projeto pedagógico e os fundamentos básicos da pedagogia. Neste sentido, o papel do tutor é ser o facilitador deste processo, monitorando a aprendizagem a distância, respondendo questionamentos, elucidando dúvidas, corrigindo atividades com feedbacks, enfim, repaginando o papel do professor no paradigma do ensino presencial.  Mas em um sistema de EAD não existe apenas um tipo de tutor.  A tutoria portanto pode ser composta por um ou mais dos seguintes perfis profissionais:

Tutor online, tutor conteudista ou tutor de conteúdo: Este é o tutor clássico. Estamos falando de um professor de carreira que se coloca a disposição de um grupo de alunos para exercer o seu papel de educador a distância.  Este tutor propõe atividades, corrige-as, esclarece dúvidas e promove ações para motivar seus alunos, compensando a distância física com a redução da distância transacional.

Tutor presencial: Este é o tutor que presta suporte aos alunos que recorrem ao polo de apoio presencial, aplicando provas e atividades presenciais, organizando visitas técnicas, mediando as web-aulas ao vivo dentro da sala de aula, distribuindo material didático, enfim, realizando todas as atividades que o tutor online não consegue fazer em virtude da distância física que os separam.

Tutor de processo: Atuando de forma online, o objetivo deste profissional é suavizar a carga de trabalho operacional dos tutores conteudistas, filtrando as demandas dos alunos.  Estatísticas revelam que mais de 70% das dúvidas postadas pelos alunos nos fóruns e demais canais de interação com a instituição não se refere necessariamente ao conteúdo em estudo, mas sim ao processo tecnológico e/ou administrativo.  Deste modo, a tutoria de processo se posiciona como um call-center educacional, realizando operações como alteração de senhas e logins, orientação na utilização do AVA, registro de bugs (inconsistências) apontados no sistema como um todo e instrução quanto aos processos administrativo-financeiros (secretaria e tesouraria virtuais).  Se bem dimensionada, a tutoria de processo pode aumentar a proporção entre alunos e tutores conteudistas, pragmatizando o processo de atendimento e elevando a eficiência do sistema de EAD da instituição.


Conteudista

Não devemos confundir o conteudista com o tutor de conteúdo.  Damos o nome de conteudista ao professor-autor de conteúdos didático-pedagógicos para EAD.  Este docente é o responsável por todo o projeto intra-disciplinar e, dependendo da instituição e da natureza dos cursos em oferta, podem responder por todo o projeto pedagógico institucional.  São os conteudistas que escrevem os livros didáticos e determinam os requisitos dos objetos de aprendizagem a serem desenvolvidos, planejam as atividades a serem propostas ao longo de suas disciplinas, roteirizam as web-aulas, etc.  Para produzir esses conteúdos e objetos, o conteudista necessita do auxílio de outros profissionais, como o Designer Instrucional (DI) e, no caso de videoaulas e web-aulas ao vivo, também de toda uma equipe tecnológica, a saber: diretor de cena, cinegrafista, operador de corte, editor multimídia, diagramadores, entre outros.


Designer Instrucional

Profissional com múltiplas habilidades, o Designer Instrucional articula competências nas áreas de educação, design e, em alguns casos, artes cênicas.  Dependendo do estilo e metodologia de EAD adotada pela instituição, vários DI's podem ser empregados, cada um dentro de uma área de especialização.  Mas o objetivo primordial deste profissional é o suporte na construção e organização dos conteúdos didático-pedagógicos.


Recursos Didático-Pedagógicos Síncronos

Dizemos que um recurso didático-pedagógico é síncrono quando ele permite a troca de informações e, consequentemente, a construção do conhecimento entre educador e educando em tempo real.  Chat online, web-aulas e teleaulas ao vivo são bons exemplos disto. Recentemente os jogos digitais em rede vêm sendo utilizados como recursos didáticos síncronos, permitindo a aplicação de objetos de aprendizagem em tempo real envolvendo um conjunto de aprendizes que interagem entre si.  Os recursos síncronos costumam ser âncoras cognitivas dos sistemas de ensino-aprendizagem mais bem sucedidos, pois são os que mais aproximam o paradigma da EAD do ensino presencial, onde o professor está transacionalmente presente com seus aprendizes, e eles entre si.


Recursos Didático-Pedagógicos Assíncronos

Classificamos como assíncronos os recursos que, apesar de interativos, não exigem a participação dos atores educacionais em tempo real.  São exemplos desses recursos: fórum de dúvidas e discussões, cadernos virtuais interativos, videoaulas online, livros didáticos eletrônicos (e-books), entre uma infinidade de outros recursos.


Vantagens da EAD sobre o ensino presencial

Apesar do preconceito e resistência da geração "X" ao método de ensino-aprendizagem a distância, esta modalidade de educação só vem crescendo no Brasil e no mundo.  O número de matrículas em graduações a distância já supera os do ensino superior tradicional.  O mesmo ocorre com os cursos preparatórios para concursos e, sobretudo, na pós-graduação lato-sensu e stricto-sensu.  As pessoas estão descobrindo o que a geração "Y" já sabe há muito tempo: mais do que comodidade e preço, a EAD vem se apresentando como método de extrema qualidade e eficácia na construção do conhecimento.  A prova cabal disto é refletida nos números do senso escolar no Brasil.  Alunos que estudam a distância já passam mais nos vestibulares do que os presenciais (dados INEP 2009 e 2010).  E com o crescimento da banda larga, cada vez mais pessoas conseguem ter acesso a esta tecnologia, o que configura uma tendência inequívoca e irremediável para os próximos anos.

Conte-nos sua experiência com ensino a distância.  Já fez cursos assim?  Que dificuldades enfrentou?  Vamos compartilhar nossas experiências?  Bons estudos !

David Stephen

sábado, 26 de outubro de 2013

A TI na Educação

Caro leitor, após uma pequena pausa para rearrumação de alguns projetos, cá estou de volta às mais profundas reflexões acerca de dois fascinantes mundos: TI e Educação.  Mas o que tem a ver esses dois setores igualmente importantes da sociedade?  De que formas a TI vem contribuindo para o desenvolvimento educacional de nossos povos?  Qual o futuro das soluções tecnológicas para a área de Educação?

Não é incomum nos depararmos com esses termos técnicos na literatura de Educação a Distância.  Em 1999, no Brasil, começaram os primeiros esforços da TI no sentido de utilizar a Internet como veículo tecnológico para levar a educação para todos, em todos os lugares. Na época não havia banda larga e os conteúdos educativos eram disponibilizados basicamente no formato de texto, com troca de mensagens por e-mail.  Este novo paradigma da EAD (Educação a Distância) passou a ser conhecido como e-learning (ensino eletrônico).

A partir de 2003 algumas universidades já tentavam introduzir a multimídia como elemento facilitador do aprendizado, já que os índices de evasão dos cursos a distância eram altíssimos (cerca de 80%).  A Unopar iniciou a primeira transmissão de um curso de graduação via satélite.  Mais tarde, a I-UVB já congregava uma série de instituições de ensino no sentido de evoluir este método, com destaque para a UnP (Universidade Potiguar).  O ensino telepresencial era um misto entre teleaulas via satélite e conteúdos complementares via Web.

No final da primeira década deste milênio, com o advento da banda larga, o satélite foi pouco a pouco substituído pela própria Internet, que já conseguia transmitir imagens com boa resolução e a altas taxas de velocidade, proporcionando ao aluno a mesma percepção das teleaulas, só que com mais interatividade e a custos bem menores. Surgia um novo conceito no mercado de EAD: o blended-learning (ensino multimeios).

Atualmente, com a proliferação dos dispositivos móveis inteligentes (i-Phone, i-Pad, Smart-phone, Tablet/PC, etc), o foco mais uma vez muda de direção.  Aplicações para IOS, Androide e Windows Mobile movem o mercado das plataformas de EAD (Educação a Distância), juntando textos, vídeos, animações e muita interatividade dentro de um novo conceito: mobile-learning.

Mas podemos dizer que este é o estado da arte da EAD?  

A resposta é não. Apesar da tecnologia da mobilidade estar revolucionando o jeito de como as cosas são feitas pelas pessoas, sobretudo o novo jeito de aprender, a grande revolução ainda estar por vir: a realidade virtual (ou realidade aumentada).  Através de simuladores 3D, o mundo dos Games está penetrando o universo da Educação.  Treinamentos iminentemente práticos, antes inimagináveis na modalidade de EAD, já podem ser realizados a distância graças a dispositivos como kinect e óculos 3D.

Mas onde iremos parar?  Qual o futuro das escolas tradicionais?  Como será o professor do terceiro milênio?

Salmon Khan, fundador da Khan Academy, já nos deu uma boa pista para onde a EAD está caminhando, quando conseguiu arregimentar mais de 1 milhão de alunos somente nos Estados Unidos.  Para Khan, os estabelecimentos de ensino e a figura do professor passará por profundas transformações se de fato quisermos educar nossos filhos de um jeito eficaz e prazeroso.  As salas de aula irão virar laboratórios de ensaios e centros de socialização, onde alunos encontrarão colegas e professores passarão a ser catalizadores da aprendizagem, que se processará a distância em mais de 60% do tempo escolar.  

Mais de 10 centros de referência nos Estados Unidos adotaram o sistema da Khan Academy, levando o ensino para a ponta dos dedos dos estudantes, que passam a frequentar essas escolas para exercitar o conhecimento que já foi absorvido anteriormente através de videoaulas e tutoriais.

Se você trabalha com TI e deseja enveredar para um mercado promissor e ascendente, vai aí uma dica preciosa: estude bem as tecnologias de vídeo e design de games.  Essas bases tecnológicas serão extremamente importantes para a construção de boas plataformas de EAD para dispositivos móveis e realidade aumentada.

Se você é educador e está preocupado com o futuro de sua carreira, mergulhe no mundo da EAD e entenda melhor como será o perfil do professor do terceiro milênio.

Boa sorte !

__
Fotos e imagens:

domingo, 16 de junho de 2013

Brasil: de Incubadora à Cemitério de Startups

O título de segundo país mais empreendedor do mundo é uma imensa injustiça com o Povo Brasileiro.  Comparar um país como os Estados Unidos, que tem um sistema financeiro e um mercado de ações completamente voltados à valorização das startups é uma covardia.  

O Brasil seria, de fato e de longe, o primeiríssimo país mais empreendedor do mundo se o governo e principalmente o sistema bancário tratasse as startups como elas realmente deveriam ser tratadas: com respeito e sensibilidade.

Não é a toa que pessoas de bem deixam seus empregos, renunciam qualidade de vida e se lançam a uma atividade empreendedora.  Ao fazer isto, esses corajosos empresários encontram um cenário extremamente adverso, com uma complexa e pesada carga tributária, um sistema de crédito medieval que valoriza apenas os ativos tangíveis das empresas e uma infraestrutura logística literalmente destroçada, inviabilizando qualquer tentativa de escoamento de produtos com um mínimo de competitividade.

Essas pequenas empresas nascentes intituladas startups são, verdadeiramente, a mola mestra deste país, pois lançam no mercado, todos os meses, centenas de sementes que irão germinar e se se tornar as maiores fontes geradoras de empregos para a sociedade.

Deste modo o Brasil é, ao mesmo tempo que uma imensa incubadora de startups, um vasto cemitério dessas pequenas empresas que morrem até os 5 anos de existência por inanição. Segundo pesquisa Sebrae divulgada em outubro de 2011, a taxa de mortalidade das startups pode chegar a 43% em alguns estados para empresas com até 2 anos (veja abaixo o gráfico com esses percentuais por região no país).


Mas apesar de todas as dificuldades, as startups continuam sendo o nascedouro das melhores e mais rentáveis empresas do mundo, a exemplo da Google, da Amazon e de muitas outras que emergiram de quintais e garagens para assumirem o topo do mundo.

Mas infelizmente, no Brasil, vemos essas inovadoras iniciativas sucumbirem ao descaso e, quando conseguem sobreviver aos primeiros 5 anos e chegarem à fase de maturidade, são facilmente vendidas para o primeiro fundo de investimento que aparece, internacionalizando nossos dividendos.

Será que conseguiremos assumir o nosso justo e merecido primeiro lugar como o povo mais empreendedor do mundo?  Será que o governo terá um dia a coragem de peitar o sistema bancário e fazê-los agirem como bancos de fomento em vez de máquinas caça-níqueis?  Talvez, quando isto de fato acontecer, o próprio Brasil deixe de ser um país StartUp e passe a ocupar um lugar de respeito, e de verdade, na economia mundial, com bases sólidas e crescimento sustentável e de justiça social para o nosso povo.

Este é o desafio StartUp Brasil.

David Stephen

domingo, 28 de abril de 2013

O Segredo das Empresas e Profissionais Focados

Olá nobre colega.  Começo o artigo de hoje com uma contação de história.  Essa não é uma história inédita.  Talvez você, caro leitor, já a tenha ouvido antes, mas peço novamente a sua atenção, paciência e valiosa reflexão.  

O engenheiro de um canteiro de construção pediu para seu mestre de obras selecionar um pedreiro para ser promovido.  Para isto, pediu que ele entrevistasse dois deles em especial.  Naquela manhã os dois estavam, coincidentemente, trabalhando em cima de uma mesma peça: um muro que arrodearia a igreja que estava sendo construída.  Sorrateiramente, e sem alarde, o já experiente mestre de obras se achegou a um deles e perguntou, inocente e despretensiosamente: "Bom dia José.  O que você está fazendo agora?"  Meio que desconfiado, José, o candidato número um, respondeu sem afetação: "estou rebocando essa parte do muro com argamassa, mas não demoro, termino isso já já...".  Após breve conversação, o velho mestre se dirigiu ao candidato número dois: Antônio.  Aproximando-se ele repetiu a mesma pergunta: "Bom dia Antônio. O que você está fazendo agora?".  O pedreiro, sem perceber as verdadeiras intenções daquela pergunta aparentemente sem propósito, parou um pouco de acimentar um tijolo, respirou, olhou para o alto da cúpula da edificação que já aparecia em meio aos andaimes e verbalizou a seguinte frase: "Estou ajudando a erguer esta linda igreja". O bom e velho mestre de obras abriu um sorriso e, com o semblante de aprovação, balançou afirmativamente a sua cabeça e, pensando alto, confabulou consigo mesmo: "Já sei quem será promovido".

A todo momento nos deparamos com empresas, as vezes bem sucedidas, que, após um surto de crescimento, não conseguem mais gerar o mesmo resultado de outrora.  Um dos principais inimigos da produtividade é a mecanicidade.  As equipes, sob a desculpa da melhoria dos processos que se esconde por trás das inúmeras bandeiras de certificação: ISO, CMMI, ITIL, entre outras, sucumbem a pequenas organizações que emergem dos quintais e garagens, como as velhas conhecidas Microsoft, Apple e Google um dia fizeram.  Essas empresas não tiveram nenhuma certificação e, sem recursos tecnológicos arrojados e, muitas vezes sem dinheiro no bolso, conseguem construir grandes negócios, quebrando paradigmas e superando seus concorrentes, independente de pompas e tamanhos.

Mas o que faz pequenas empresas derrubarem grandes impérios como fez a Microsoft coma IBM na década de 80?  Como faz a Google com a Microsoft nos tempos de hoje, e certamente farão outras com a Google, entrando nesse ciclo virtuoso de novo e de novo e de novo?

A resposta é simples e direta: Foco no negócio.  Isaac Newton nos revelou a Lei da Conservação da Energia.  Uma das mais incontestáveis leis naturais do universo.  É incrível como o Ser Humano subestima esta Lei na medida em que desfoca seus negócios, dispersando a energia de sua equipe, que é uma só, abrindo um leque de atividades divergentes e, consequentemente, gerando oportunidades de serem superadas em cada um se seus tentáculos por minúsculos negócios que emergem nos diversos quintais desta aldeia global.

Mas qual a solução para este problema?  Existe receita de bolo?  Como fazer grandes organizações continuarem gerando lucros e crescimento no mesmo ritmo de antes?  A resposta é simples, direta e objetiva: FOCO.  As pessoas precisam manter o mesmo foco que a empresa tem como um todo sob seu negócio.  E quando falamos em foco no negócio, referimos-nos à convergência de objetivos, respeito à missão da empresa e olhar direcionado à visão no curto, médio e longo prazo da organização.  Em termos práticos, isto se consegue fazendo com que cada profissional da equipe compre a missão, os valores e a visão da empresa, exercitando tudo isto a cada dia, em cada atividade.  Este é sem dúvida o maior desafio dos gestores de qualquer organização: manter a motivação de seus pares em cima do foco da empresa.  A responsabilidade da alta gestão, por sua vez, definir claramente os objetivos da organização, não permitindo que as pessoas saiam de seus focos, mantendo-as dentro de suas áreas de atuação.  Se todos estiverem caminhando rumo ao mesmo objetivo, teremos o resultado da seguinte equação: "o somatório das energias das pessoas = energia da empresa".

Para a área de TI, especificamente, precisamos acabar com essa ideia de que Desenvolvimento Seguro é aquele que é formado por um conjunto de caixas pretas, como repositórios de objetos reutilizáveis.  Cada desenvolvedor de um time tem que ter a consciência plena e clara do que está sendo desenvolvido.  Ele tem que conhecer bem o perfil do usuário que vai utilizar a aplicação desenvolvida, e entender claramente o comportamento deste cliente.  O Segredo já não é mais a Alma do negócio.  O conhecimento precisa ser compartilhado para haver evolução.  Apropriar-se de códigos fontes não é mais a prerrogativa do sucesso.  Sucesso é o resultado de quem sai na frente e consegue manter o foco no seu cliente e, a reboque disto, convergir seus produtos para a superação das expectativas deste cliente.

Assim, caro gestor de TI (e de outras áreas), vamos nos comunicar mais.  Vamos ser mais claros.  Com menos segredos.  Menos caixas pretas.  E mais foco naquilo que realmente interessa: satisfazer e superar as expectativas de nosso cliente.  Que este sentimento esteja imbuído nas mentes de cada um de seus colaboradores e gestores.

Bons negócios !

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Novos talentos de TI querem trabalhar por conta própria


Entrevista da Revista MaisTI com o Prof David Stephen 



Novos talentos de TI querem trabalhar por conta própria

Em entrevista exclusiva ao Mais TI, David Stephen, explica porque é cada vez maior o número de jovens da área de TI que buscam abrir seus próprios negócios. David, que é fundador do Ibratec e da Unibratec - instituições de ensino referência em TI no Nordeste - também fala das vantagens e desvantagens para os novos empreendedores.

LG – Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Ilumeo, no Campus Party – maior evento digital brasileiro –, 40% dos jovens que estudam ou trabalham com Tecnologia da Informação (TI) querem abrir o próprio negócio. Como fundador da Unibratec, a primeira instituição universitária de nível tecnológico do Nordeste, você acredita que essa pesquisa aponta para alguma tendência no mercado de TI nos próximos anos?

David Stephen: Sim, não apenas na área de tecnologia, mas em diversas outras áreas observa-se este fenômeno.  Especialmente na área de TI, em que não há uma regulamentação das profissões, e os jovens procuram as instituições de ensino muito mais para obterem conhecimento, do que a certificação propriamente dita. Fato que não ocorre com as graduações mais tradicionais como Direito, Medicina e Engenharias.  

Se lançarmos um olhar bifocal sobre este fenômeno, encontraremos respostas nos dois lados da mesa. Para as empresas, trabalhar com mão de obra terceirizada e fornecedores do tipo PJ (Pessoa Jurídica) tem sido cada vez mais a opção adotada para assegurar a competitividade.  Do outro lado, os profissionais encontram na iniciativa privada melhores perspectivas de remuneração e sucesso.  Ao nos inspirarmos nas maiores e mais arrojadas empresas do mundo, como Google, Apple e Microsoft, percebemos nitidamente esse movimento.  Ainda que não utilizem mão de obra terceirizada nos moldes das empresas brasileiras, essas corporações tratam seus colaboradores como empresas, com participações substanciais nos resultados dos produtos.  Eu acredito que é para lá que estamos caminhando.  Se não vamos operar 100% com mão de obra terceirizada, certamente teremos intraempreendedores ocupando as vagas dos, até então, conhecidos como "funcionários de carreira".

LG – Em sua opinião, o que estaria levando os jovens formados em TI a abandonarem o emprego formal para trabalharem por conta própria?

David Stephen: Sem dúvida o alto índice de remuneração possível na atividade empreendedora é a resposta a esta pergunta.  Como funcionário de carreira, um profissional literalmente troca tempo por dinheiro.  Como temos um número limitado de horas úteis para trocar por dia, no máximo 17 horas, não dá para pensar em ganhar mais do que possa ser gerado com esses honorários.  

Mas quando falamos em atividade empreendedora, descortinam-se inúmeras oportunidades de ganhos escalares, em que o fator tempo não é mais o limitador para o rendimento, uma vez que é possível multiplicar-se cada hora de trabalho através de gerenciamento de projetos empreendedores. 

Para exemplificar, vamos tomar por base uma situação-problema bastante peculiar: um web designer recém-formado pode receber um salário de até R$ 3.000,00 para ocupar seu tempo desenvolvendo sites para uma única empresa.  

Em outra situação, esse mesmo profissional pode ganhar cerca R$150,00 por mês para desenvolver e manter um site de seu cliente.  Se ele tiver 20 clientes, o que não é tão difícil assim, poderá faturar os mesmos R$3.000,00 com bem menos trabalho, e ainda poderá ampliar para mais 20 ou 30 clientes, assegurando remunerações cada vez maiores.

LG – Explique um pouco como funciona a empregabilidade e qual o grau de influência dela nesse processo de empreendedorismo dos jovens talentos de TI? 

David Stephen: O termo "empregabilidade", bastante empregado pelas consultorias de RH nos últimos 20 anos, já não representa o estado da arte em se tratando de Recursos Humanos.  Esse termo está sendo substituído por outro, bem mais abrangente e adequado às novas realidades do mercado global: a "Trabalhabilidade".  

Dizemos que Trabalhabilidade = Empregabilidade + Intraempreendedorismo.  Isto é, para se manter no páreo das grandes seleções e empresas,  o profissional do século 21 tem que apresentar mais do que as competências técnicas e habilidades de marketing pessoal.  

É necessário ser um intraempreendedor, encarando a empresa onde trabalha como um cliente, os colegas e chefias como parceiros, e a carreira com um grande projeto a ser gerenciado.  Este perfil comportamental é hoje o mais desejável pelas empresas mais exigentes do mercado, e já é uma tendência entre as empresas de médio a grande porte no Brasil.  

O funcionário intraempreendedor não espera acontecer - ele faz a hora.  Ele não executa uma ordem sem a submeter ao seu clivo de consciência, perguntando sempre, a si mesmo e aos outros, o que pode ser melhorado e racionalizado.  O intraempreendedor sempre acredita que pode fazer melhor.  Ele não teme seus competidores, ao contrário, alia-se a eles em sistema de parceria.  

Este novo profissional não enxerga seu trabalho de forma departamentalizada. Ele visualiza o todo e compreende bem a importância e o impacto de seu trabalho para o sucesso de sua organização.  Estamos falando de um profissional que não tem medo de ser demitido, pois sabe que tem um monte de empresas que irá disputá-lo a tapas.  É esse o conceito expandido do termo "empregabilidade" no III milênio.

LG – Para você, quais são as principais barreiras que os formandos em TI enfrentam ao tentarem abrir seu próprio negócio?

David Stephen: Abrir seu próprio negócio não é bem a dificuldade que eu enxergo para os profissionais de TI.  Nunca foi tão fácil abrir uma empresa ou ser um microempreendedor individual.  Os problemas começam depois que a empresa entra em operação, começando pela carga tributária e burocracia fiscal, que põe o Brasil entre os mais ineficientes do bloco dito "emergente". 

No caso particular da TI, temos no Brasil um problema relevante: as leis de marcas e patentes.  Patentear um software ou serviço de tecnologia é uma missão praticamente impossível. A lei é arcaica e o INPI não dispõe de equipe e recursos tecnológicos que garanta a devida proteção da propriedade imaterial.  

Além disso, há poucos advogados especializados nessa área, o que torna o registro de uma patente demasiadamente caro e desgastante, sobretudo quando esse processo acarreta em disputas.  Outra característica que dificulta bastante a vida do pequeno empresário de TI é a deficiência gerencial.  Os informáticos, como são conhecidos os programadores, analistas de sistema e de suporte, entre outros, não vivenciam muitas disciplinas de gestão em suas graduações e, aliado ao seu comportamento cartesiano e introspectivo, propiciam uma das mais elevadas taxas de mortalidade entre as empresas de TI (cerca de 40%, até o segundo ano de vida).  

E para completar o cenário hostil com que se deparam os microempresários de TI, temos a dificuldade na obtenção de recursos para o financiamento de seus projetos.  Fatores como a exigência de aval e/ou garantias reais (ativo imobilizado) inviabilizam pequenos grandes negócios que simplesmente deixam de surgir por falta desses recursos financeiros.  

Mas, nem tudo está perdido. Por outro lado, empreender na área de TI é bem mais simples e rápido do que nas áreas da velha economia.  É possível abrir, operar e gerenciar um negócio sem sair de casa.  Quer seja na construção de portais, quer no desenvolvimento de programas de computadores, milhares de pequenos negócios estão crescendo sem a necessidade sequer de ter uma sede física.  Os escritórios virtuais se multiplicam pelo Brasil a fora, fazendo da Web a nova ambiência de negócios do século 21.  Com isso se conclui que, se há dificuldades para a abertura de um negócio no mercado de TI, as dificuldades são bem maiores em outras áreas.

LG – Por que os benefícios ofertados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já não são mais atrativos aos recém-formados em TI?

David Stephen: Essa é uma boa pergunta.  Vamos apontar alguns pontos críticos que deixam a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) um objeto cada vez mais em desuso:

a) A Previdência Social não representa mais uma segurança substancial para quem pensa em, um dia, se aposentar;

b) Os encargos sociais e descontos sobre o salário-base são altíssimos, tanto para a empresa quanto para o empregado;

c) A carga tributária e os benefícios em excesso (como férias, décimo terceiro etc.) deixam o funcionário de carreira bastante vulnerável às intempéries do mercado.  Qualquer margem de prejuízo que uma empresa venha a ter, a primeira coisa que passa na cabeça do gestor é a reengenharia, que, quer queira quer não, sempre passa por demissões para redução de custo.  Assim, uma relação empregatícia pela CLT está longe de representar alguma estabilidade para o colaborador;

d) O fato da área de TI ser considerada "meio" para a maioria das empresas (usuárias de tecnologia) deixa mais uma vez o funcionário de carreira em situação de vulnerabilidade, sujeito à redução do contingente para cortes de gastos.  Já para as empresas em que a área fim seja TI (uma minoria), o funcionário de carreira tende a ser bastante valorizado.

Boa parte dos colaboradores e gestores de empresas de TI fazem acordos demissionários para serem convertidos em prestadores de serviços, com contratos de Pessoa Jurídica.  Essa opção vem sendo utilizada sistematicamente por empresas de todos os portes como alternativa à obsolescência da CTPS e da CLT.

LG – Fala-se muito em apagão de talentos no mercado brasileiro de TI. Você acredita que esse cenário pode estar sendo influenciado pelo fato dos jovens profissionais estarem investindo no próprio negócio? 

David Stephen: De modo algum.  Como disse anteriormente, o fato de um jovem recém-formado abrir seu próprio negócio não significa que ele não venha a ocupar uma vaga de trabalho.  Essa vaga, como discutimos na resposta à pergunta número cinco, pode ser ocupada por uma empresa prestadora de serviços, desempenhando o mesmo papel do funcionário de carreira, e talvez de forma mais competitiva.  O apagão de talentos existe sim, mas principalmente pela desarticulação do setor educacional com o produtivo. 

Infelizmente nossas universidades estão se preocupando mais em formar mestres e doutores do que com a formação técnica.  Nos Estados Unidos e Europa, o número de escolas técnicas ou institutos politécnicos é bem maior do que o de universidades.  No Brasil, pasmem, esses números são invertidos.  Há uma faculdade em cada esquina, já escolas técnicas, essas são escassas e, quando existem, pecam em estrutura laboratorial e qualidade de ensino.  

A falta de uma regulamentação para a área profissional de TI também prejudica bastante a competição entre os profissionais, legando ao mercado uma auto-regulamentação sem controle, ao sabor de interesses localizados do setor empresarial.  Não há exigências de qualificação como há nas áreas da Engenharia, por exemplo, ou na área de Segurança do Trabalho.  

Hoje, o empregador de TI não se vê obrigado a investir em capacitação de seus colaboradores, deixando essa tarefa a cargo dos próprios profissionais que se esforçam para obter uma certificação internacional como Microsoft, Cisco, PMI, entre outras.  Como vemos, apagão existe, mas o problema não está na livre iniciativa empreendedora, mas na falta de políticas públicas claras que venham a valorizar a figura do informático, bem como forçar as instituições de ensino a formar profissionais mais afinados com as necessidades das empresas brasileiras.

LG – Considerando que cada vez mais se exige do profissional de TI uma visão mercadológica e gerencial, qual seria a melhor forma de começar a carreira: entrando em uma empresa de médio ou grande porte, já estruturada, ou montando seu próprio negócio?

David Stephen: Esta não é uma pergunta muito fácil de responder.  Qualquer resposta não passará de uma opinião pessoal.  A minha, por exemplo, é de que um profissional deve sim trabalhar em uma grande corporação antes de se arvorar a ter seu próprio negócio. Quanto maior e mais bem organizada for a corporação, melhor para o legado de conhecimento desse futuro empresário.  

Eu, por exemplo, antes de pedir demissão para montar minha primeira empresa, trabalhei em duas: uma de médio porte, de natureza privada, e outra pública. Ambas na área de TI. Isso me deu uma visão bastante ampla e lúcida sobre o que eu deveria fazer quando tivesse minha própria empresa.  Causei muita estranheza nas pessoas quando pedi demissão de uma empresa pública para me aventurar em um negócio do zero.  As dificuldades foram muitas, mas após 15 anos aquela pequena empresa havia se transformado em uma das mais respeitadas instituições universitárias tecnológicas do País, a Unibratec.

____________________________________________________________________________

Leia a entrevista diretamente no Portal da MaisTI aqui.

Aprenda dicas valiosas para a sua vida empresarial fazendo o curso de Empreendedorismo da Acadetec, com o Prof. David Stephen.  Saiba mais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Empreender nunca foi tão fácil - Comece agora mesmo !


Foi-se o tempo em que montar um negócio exigia muito tempo, muito dinheiro e muita coragem.  Não estamos dizendo que esses elementos não são mais necessários, entretanto bem mais acessíveis.  Com o advento da Internet, montar uma nova empresa pode ser feito quase sem ter que sairmos de nossa casa.  Quase todos os serviços públicos podem ser, senão protocolados pela Web, mas acompanhados e gerenciados na grade Rede.  E se o seu negócio for baseado na Internet então, pode ir para uma praia distante e montar o seu escritório de campo.

Imagem: AssimSeFaz (http://www.assimsefaz.com.br)

Conheça agora os passos para empreender um novo negócio na Internet, pela Internet.
  1. Montagem do Plano de Negócio (em casa)
  2. Pesquisa de Mercado (em grande parte através do Google)
  3. Análise de Viabilidade Econômico-Financeira (por meio de Planilhas Eletrônicas como o Excel)
  4. Pesquisa de marcas e domínios (100% pela Web)
  5. Registro de marcas e patentes (pela Web, mas recomendamos uma assessoria jurídica)
  6. Registro de domínios (100% online)
  7. Criação de marca e identidade visual (há quem faça a distância)
  8. Criação do Website (idem)
  9. Desenvolvimento e/ou implantação do sistema de e-commerce (idem)
  10. Implantação e integração do sistema de gestão empresarial - ERP (idem)
  11. Abertura da empresa na Junta Comercial (tem que ser presencial, mas, em muitos estados, o processo pode ser acompanhado pela Web)

Claro que alguns ou muitos outros passos, aqui não relacionados, irão depender da natureza do seu negócio, mas de uma coisa pode ter certeza - é bem mais rápido e barato montar um negócio na Internet e pela Internet do que na velha economia dos átomos.

Uma outra característica marcante na nova economia digital é o imenso leque de ferramentas automatizadas que existe, propondo soluções para quase todos os problemas no processo de construção de um novo empreendimento.  Desde sites que fazem sites, até sistemas de gestão empresarial free, você encontra modelos (templates) para quase tudo na Web.  Minutas de contrato, modelo de planos, ferramentas de gerenciamento de projetos, modeladores de processos, entre centenas de outros softwares e serviços utilitários para o pequeno empresário.

Mas cuidado !  Não abuse do Ctrl-C + Ctrl-V.  Leve em consideração alguns fatores importantes para não ter problemas mais na frente, como por exemplo:

a) Submeta minutas de contratos a um advogado;
b) Ao utilizar-se de fotos e imagens na Internet, procure saber se são de domínio público;
c) Não use softwares piratas.  Há sempre, ou quase sempre, similares free ou muito baratos a venda;
d) Leia minuciosamente os textos e adeque-os à sua realidade;
e) Peça a outras pessoas que revisem o que você fez.

Bons negócios !