domingo, 17 de dezembro de 2017

Meus heróis morreram de overdose

 
Como empresário e executivo no mundo dos negócios, passei minha vida inteira admirando esses caras e suas mega organizações. Eu sempre me perguntava: onde é que eu estou errando? Por que não consigo chegar onde eles estão? Lia todo e qualquer artigo que dissecasse a fórmula mágica de tanto sucesso. Palavras como empowerment, networking, expertise, inteligência emocional, habilidades comportamentais mil sempre me eram apresentadas como ingredientes de uma receita magnífica, capaz de fazer qualquer um (eu disse qualquer um) assumir o seu lugar no pódio.

Bem, agora que todos sabemos o final dessa história, surgem os primeiros questionamentos: será que tudo isso era balela? Será que para se ter sucesso no mundo dos negócios basta conhecer as pessoas certas para fazer as coisas não muito certas? Quando chegamos aos 50 anos de idade começamos a passar nossas vidas a limpo, e questionamentos como esses são inevitáveis! O que fizemos, como fizemos e, principalmente, o que deixamos de fazer ao longo de nossa estrada refletem o que somos e como estamos hoje. Olhando para esses meus ex-heróis, tenho muita clareza sobre os seguintes pontos:

1) Ter dado certo ou errado no passado é uma questão de ponto de vista.

2) O mundo está mudando. Se "relacionamento" era o divisor de águas entre o sucesso e o fracasso nas últimas décadas, isso finalmente está se deslocando para o lado da competência técnica.

3) O pragmatismo empresarial está sendo forçado a abandonar o "O Quê" e zelar pelo "O como", ou seja, o como fazemos também é muito importante, e não apenas o quê.

4) A ecologia das coisas deixa de ser jargão de ativista para assumir o papel de máxima da administração, fazendo vir à tona, com toda força, os ensinamentos de Peter Drucker: "administrar sem causar danos".

5) Na nova Era, não haverá espaço para marketing barato na base da "pegadinha". Ou se tem conteúdo ou se está fora do mercado.

É isso colegas: estamos caminhando para uma nova era. Um novo planeta. Uma nova sociedade com novos valores, que exigirá um olhar diferente sobre o como se consegue obter sucesso nos negócios e na carreira profissional, em todos os níveis. Seja muito bem vindo ao novo Brasil que nos espera! Feliz 2018.

Por David Stephen
Foto: Huffpost, 2017 (Fonte: http://www.huffpostbrasil.com/2017/01/26/sete-magnatas-brasileiros-alvos-da-lava-jato_a_21698900/)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mudar é preciso

Como você se imagina daqui a cinco anos? Fazendo o quê? Ganhando quanto? Eu não sei como responder essas perguntas, mas de uma coisa você pode ter certeza: o mundo terá mudado mais do que você. Se há uma certeza absoluta que todos nós temos, é que tudo muda, e a única coisa imutável no universo, além de Deus, e a própria mudança.

Nascemos e fomos criados em uma sociedade que busca a felicidade plena. Só depois que crescemos é quando nos damos conta de que, na realidade, nunca conseguimos atingir a felicidade em toda a sua plenitude, por um motivo muito simples: ela é efêmera. Na realidade, o que conseguimos atingir são momentos de felicidade. E quando finalmente achamos que conseguimos, descobrimos que há outras conquistas a serem satisfeitas pelo nosso ego. Enquanto não as conquistamos, sentimos angústia, ansiedade, frustração, enfim, infelicidade.

Mas, afinal de contas: é possível ser feliz? A resposta é tão lógica quanto a pergunta: sim, mas desde que a felicidade se baseie na própria mudança. É o caminho que deve nos satisfazer, e não o seu final. A vida deve ser vivida no presente, movida por sonhos, realizada a cada etapa.

E você? Preparado para a nova virada de sua vida? Então viva mais esse momento de mudança. Curta o sabor dos ventos que sopram seus sonhos!

por
David Stephen
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dia da EaD. Podemos mesmo comemorar?


Hoje é um dia muito especial. Um dia dedicado a um bando de sonhadores que imaginaram um mundo conectado pela educação. Um mundo em que o conhecimento estivesse a um clique de qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer hora. Hoje é o dia da Educação a Distância. 

Desde 1996, quando foi inaugurada a Internet comercial no Brasil, esses sonhadores viram surgir, a sua frente, um veículo promissor para concretizar seus sonhos. Hoje, 21 anos depois, esse veículo já é uma realidade. Finalmente não há mais barreiras para o conhecimento chegar a todos os brasileiros. Ele chega pelo celular, pelo tablet, pela smart-TV, enfim, tecnologia não é mais desculpa para quem quer ter acesso à educação.

Mas, por que será então que menos da metade das pessoas estudam a distância? Por que nossas salas de aula continuam tendo quadros e pincéis? Por que nossos professores continuam "dando aulas"?  Por que as salas de aula ainda não foram invertidas? Por que os métodos de ensino são tão parecidos com os do século retrasado? Por que os professores disputam a atenção do aluno com os celulares?

Estes são apenas alguns exemplos de paradigmas a serem quebrados para podermos verdadeiramente comemorar o dia da Educação a Distância, com aprendizagem eficaz para todos em todos os lugares.

Conheça a Editora Telesapiens, a editora especializada em conteúdos digitais para EaD:
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David Stephen, 27/11/2017

domingo, 1 de outubro de 2017

Ensino Técnico a Distância: o novo paradigma a ser quebrado


Não é novidade para ninguém que o Brasil vive hoje um grande apagão na mão de obra qualificada para a indústria, comércio e serviço. Apesar da recente crise econômica e política, ainda é possível se observar inúmeros postos de trabalho que ficam ociosos por não haver gente qualificada para ocupá-los. Mas você deve estar se perguntando: e o Pronatec? Não serviu para reduzir esse desequilíbrio na balança vagas-candidatos do mercado de trabalho? Para termos uma noção do que representou o Pronatec, vamos comparar alguns números:
  • Quantidade de matrículas em cursos técnicos entre 2011 e 2014: 2,3 milhões;
  • Quantidade de matrículas em cursos de qualificação profissional: 5,8 milhões;
  • Total de matrículas proporcionadas pelo Pronatec de 2011 a 2014: 8 milhões.
Os números impressionam? Então vamos ajudar você a desmistificá-los. Primeiramente, apesar de não haver um estudo formal de avaliação do programa por parte do Governo Federal, sabe-se que a evasão média das turmas do Pronatec beirava os 30% (considerando desistências e reprovação).

Portanto, estamos falando de 5,6 milhões de concluintes das turmas do Pronatec, sendo 1,6 milhão o número de formandos dos cursos técnicos de nível médio. Desses, acredita-se que cerca da metade dos egressos conseguiram ser aproveitados nas vagas requisitadas pelo mercado de trabalho. A outra metade não conseguiu desenvolver as competências e habilidades necessárias ao exercício das profissões.

A razão para isto? Simples: qualidade do ensino. De repente, centenas de faculdades e universidades, que jamais haviam oferecido vagas em cursos técnicos de nível médio, viram-se diante da oportunidade de, rapidamente, contratarem professores e desenvolverem material didático para tal. A rapidez com que isto aconteceu comprometeu seriamente a capacidade de se oferecer um ensino técnico de qualidade.

Por fim, chegamos ao número de aproximadamente 800 mil novos profissionais de nível técnico injetados no mercado de trabalho. Ainda parece interessante, não é? Mas será que este número consegue suprir a demanda reprimida de técnicos no Brasil? Para que se possa ter uma ideia, vamos considerar a Alemanha, com seus quase 83 milhões de habitantes. Lá, 52% da população possui nível técnico de formação, ou seja, estamos falando de mais de 43 milhões de técnicos atuando no mercado de trabalho germânico.

No Brasil, a situação é dramática: antes do Pronatec, pouco mais de 6% da população brasileira portava um diploma de nível técnico, o que representava cerca de 12 milhões de profissionais. Os 800 mil novos técnicos formados pelo Pronatec praticamente não alteraram este percentual, que nos mantém com os mesmos 6% de técnicos atuando no mercado de trabalho brasileiro.

Face a este cenário, qual a demanda reprimida de técnicos no Brasil? A resposta é simples: precisamos injetar 95 milhões de novos técnicos no mercado de trabalho brasileiro se quisermos nos equiparar à Alemanha, atingindo os mesmos 52% da população. Eis aí o novo desafio da Educação Profissional.

Mas como atingir esses números considerados estratosféricos em um país com dimensões continentais? Agora sim - chegamos ao novo paradigma a ser quebrado: Ensino Técnico a Distância de qualidade. Sem isto será difícil ou impossível atingirmos esta meta.

Mas por que ensinar uma profissão técnica a distância é um paradigma? Desde 2001, quando houve as primeiras demandas de autorização de cursos de graduação a distância no Brasil, a EaD começou a trilhar um árduo e desafiador caminho: conquistar estudantes acostumados, até então, com a transmissão de conhecimento unilateral professor-aluno. A realidade das salas de aula foi paulatinamente deslocada para as salas virtuais dos ambientes eletrônicos de estudo na Internet. Os poucos estudantes que se aventuraram naqueles primeiros cursos perceberam que havia uma gama de novas possibilidades no "aprender a distância", como a interatividade, flexibilidade e mobilidade, fatores que, apesar de uma sedutora proposta, levaram mais de uma década para superar todo o preconceito e resistência da sociedade e das organizações reguladoras do ensino.

Hoje em dia, quase 40% das matrículas realizadas no ensino superior são em cursos a distância. Segundo o INEP (2017), este quantitativo cresceu a uma razão de 20% de 2015 para 2016, como mostra o gráfico a seguir.


Atualmente, a Educação Profissional está vivenciando um período muito semelhante àquele experimentado pelo Ensino Superior a Distância. Período em que os cursos técnicos em EaD terão de conquistar um novo público, descrente de que é possível aprender uma profissão e desenvolver competências e habilidades práticas, mesmo a distância.

O número de matrículas de alunos em cursos técnicos a distância ainda é pífio quando comparado com o número de matrículas em cursos presenciais. Onde está o erro? Por que as escolas técnicas e instituições de ensino superior não conseguem replicar o mesmo êxito que tiveram com o ensino superior no nível técnico? Para isto ainda não há respostas claras e precisas. Tudo o que podemos assegurar é que o jeito de se ensinar e aprender a distância é diferente nesses dois níveis de ensino.

Então como conseguir repetir o sucesso da EaD nesta nova modalidade educacional? A resposta está no passado recente da história da EaD: qualidade, qualidade e qualidade. Do mesmo jeito que os ambientes virtuais de aprendizagem e os conteúdos digitais passaram por progressos significativos nos últimos 15 anos, haveremos de descobrir maneiras de aplicar novas tecnologias como a realidade aumentada, entre outras, à aprendizagem profissional. Este é o paradigma a ser quebrado nos próximos cinco anos.

David Stephen
CEO da Telesapiens
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sábado, 20 de maio de 2017

Você conhece a Matriz Circular em "Carrossel"?

Fontes: www.kira-scrap.ru e outros

Seguramente, um dos maiores problemas enfrentados pelas instituições de ensino é a evasão escolar. Além de todos os problemas sociais acarretados, esse fenômeno se constitui em um dos fatores mais prejudiciais ao caixa das mantenedoras, uma vez que reduz sensivelmente o que chamamos de MSA (média de alunos em sala de aula). Alguns cursos como engenharias e ciência da computação estão entre os que mais sofrem deste mal, devido às altas taxas de reprovação em componentes curriculares como cálculo e algoritmos. Infelizmente, não poucas instituições têm tentado solucionar este problema com a abertura de torneiras, aprovando indevidamente alunos nessas disciplinas como um paliativo para a redução da evasão nas turmas. As consequências dessa conduta são nocivas à própria instituição, somente percebidas quando os alunos chegam ao ENADE ou ao próprio mercado de trabalho.

Foi neste cenário que a Telesapiens começou a desenvolver métodos alternativos para a redução da evasão, inicialmente nos cursos técnicos a distância, em 2007, quando conseguiu implantar a primeira matriz curricular circular, batizada carinhosamente de Matriz Circular em "Carrossel" (MCC). O objetivo dessa metodologia curricular era permitir o ingresso de novos alunos a partir de qualquer etapa do curso, fazendo com que a MSA aumentasse com o tempo, ao invés de diminuir. Curiosamente, passávamos a observar turmas com evasão negativa, ou seja, curvas ascendentes de lotação, invertendo a lógica deste fenômeno.

Mais tarde, esta mesma metodologia foi ampliada e testada em várias outras instituições. A última delas obteve resultados extraordinários, aplicando a MCC em seus cursos presenciais, tanto de nível técnico, quanto de graduação e pós-graduação. O MSA desta instituição era de apenas 8 alunos por sala nos cursos presenciais de graduação. De 2014 até 2017, conseguiu chegar a 18, com a projeção de alcançar uma MSA de 38 alunos por sala até 2019. E tudo isto sem considerar qualquer aumento de demanda, uma vez que os resultados dessa metodologia são puramente orgânicos. O princípio de funcionamento da MCC era bastante simples e se baseava no cumprimento das seguintes metas: 

1. Diluir os conteúdos considerados pré-requisitos dos cursos ao longo de todas as demais disciplinas, ainda que redundantes em alguns casos. Temas como fisiologia e anatomia nos cursos de saúde, por exemplo, são fragmentados em vários componentes curriculares, de modo que essas mesmas bases de conhecimento científico sejam exercitadas inúmeras vezes, de forma recontextualizada para cada disciplina. Com isto, o aluno consegue de fato apreender o conhecimento acerca de um tema que, até então, só era trabalhado de forma empírica e descontextualizada nas primeiras disciplinas do curso. Além da redução da evasão, o estabelecimento de ensino consegue oferecer uma efetiva construção de competências, com bases de conhecimento bem mais sólidas do que as obtidas nas matrizes curriculares sequenciais (MCS).

2. Para as disciplinas em que não se consegue fragmentar os conteúdos, a solução é reunir todos os componentes curriculares considerados pré-requisitos do curso em um único período, intitulado "pré-ciclo". Assim, os cursos passam a ser divididos não mais em períodos ou módulos, mas em ciclos. O pré-ciclo normalmente corresponde a menor parte, variando de 5% a 15% da carga horária total do curso. No caso das engenharias, disciplinas como cálculo, física e álgebra linear são vivenciadas no pré-ciclo, que uma vez concluído, permite a progressão do aluno para o ciclo seguinte, denominado "inter-ciclo".

3. E para os cursos que necessitam de componentes curriculares denominados terminativos, tais como: projeto final; trabalho de conclusão de curso; estágio integrador; e disciplinas preparatórias para exames de certificação como o Enade; a solução é adicionar mais um ciclo ao curso: o "pós-ciclo". Este último funciona como um período coletor dos pré-egressos, assegurando que todos eles tenham vivenciado o ciclo completo do curso até então.
Adaptado de www.kira-scrap-ru e outros

Mas, cuidado! Nem tudo são flores quando se trata da implantação de uma MCC. Existem efeitos colaterais relacionados ao ciclo de vida dos cursos e à folha de pagamento docente. Outros aspectos relacionados à política comercial também precisam ser afinados com essa nova metodologia, para garantir que a instituição de ensino consiga obter o máximo de proveito deste carrossel inovador.

A Telesapiens possui um equipe de consultores com mais de 10 anos de experiência nesta e em muitas outras metodologias inovadoras para o ensino em todos os níveis e modalidades da educação. Antes de construir a sua própria MCC, não custa nada chamar a gente para uma conversa. Isto pode representar um divisor de águas entre o sucesso e o fracasso desta implementação.


Por David Stephen
20/05/2017







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