sábado, 20 de maio de 2017

Você conhece a Matriz Circular em "Carrossel"?

Fontes: www.kira-scrap.ru e outros

Seguramente, um dos maiores problemas enfrentados pelas instituições de ensino é a evasão escolar. Além de todos os problemas sociais acarretados, esse fenômeno se constitui em um dos fatores mais prejudiciais ao caixa das mantenedoras, uma vez que reduz sensivelmente o que chamamos de MSA (média de alunos em sala de aula). Alguns cursos como engenharias e ciência da computação estão entre os que mais sofrem deste mal, devido às altas taxas de reprovação em componentes curriculares como cálculo e algoritmos. Infelizmente, não poucas instituições têm tentado solucionar este problema com a abertura de torneiras, aprovando indevidamente alunos nessas disciplinas como um paliativo para a redução da evasão nas turmas. As consequências dessa conduta são nocivas à própria instituição, somente percebidas quando os alunos chegam ao ENADE ou ao próprio mercado de trabalho.

Foi neste cenário que a Telesapiens começou a desenvolver métodos alternativos para a redução da evasão, inicialmente nos cursos técnicos a distância, em 2007, quando conseguiu implantar a primeira matriz curricular circular, batizada carinhosamente de Matriz Circular em "Carrossel" (MCC). O objetivo dessa metodologia curricular era permitir o ingresso de novos alunos a partir de qualquer etapa do curso, fazendo com que a MSA aumentasse com o tempo, ao invés de diminuir. Curiosamente, passávamos a observar turmas com evasão negativa, ou seja, curvas ascendentes de lotação, invertendo a lógica deste fenômeno.

Mais tarde, esta mesma metodologia foi ampliada e testada em várias outras instituições. A última delas obteve resultados extraordinários, aplicando a MCC em seus cursos presenciais, tanto de nível técnico, quanto de graduação e pós-graduação. O MSA desta instituição era de apenas 8 alunos por sala nos cursos presenciais de graduação. De 2014 até 2017, conseguiu chegar a 18, com a projeção de alcançar uma MSA de 38 alunos por sala até 2019. E tudo isto sem considerar qualquer aumento de demanda, uma vez que os resultados dessa metodologia são puramente orgânicos. O princípio de funcionamento da MCC era bastante simples e se baseava no cumprimento das seguintes metas: 

1. Diluir os conteúdos considerados pré-requisitos dos cursos ao longo de todas as demais disciplinas, ainda que redundantes em alguns casos. Temas como fisiologia e anatomia nos cursos de saúde, por exemplo, são fragmentados em vários componentes curriculares, de modo que essas mesmas bases de conhecimento científico sejam exercitadas inúmeras vezes, de forma recontextualizada para cada disciplina. Com isto, o aluno consegue de fato apreender o conhecimento acerca de um tema que, até então, só era trabalhado de forma empírica e descontextualizada nas primeiras disciplinas do curso. Além da redução da evasão, o estabelecimento de ensino consegue oferecer uma efetiva construção de competências, com bases de conhecimento bem mais sólidas do que as obtidas nas matrizes curriculares sequenciais (MCS).

2. Para as disciplinas em que não se consegue fragmentar os conteúdos, a solução é reunir todos os componentes curriculares considerados pré-requisitos do curso em um único período, intitulado "pré-ciclo". Assim, os cursos passam a ser divididos não mais em períodos ou módulos, mas em ciclos. O pré-ciclo normalmente corresponde a menor parte, variando de 5% a 15% da carga horária total do curso. No caso das engenharias, disciplinas como cálculo, física e álgebra linear são vivenciadas no pré-ciclo, que uma vez concluído, permite a progressão do aluno para o ciclo seguinte, denominado "inter-ciclo".

3. E para os cursos que necessitam de componentes curriculares denominados terminativos, tais como: projeto final; trabalho de conclusão de curso; estágio integrador; e disciplinas preparatórias para exames de certificação como o Enade; a solução é adicionar mais um ciclo ao curso: o "pós-ciclo". Este último funciona como um período coletor dos pré-egressos, assegurando que todos eles tenham vivenciado o ciclo completo do curso até então.
Adaptado de www.kira-scrap-ru e outros

Mas, cuidado! Nem tudo são flores quando se trata da implantação de uma MCC. Existem efeitos colaterais relacionados ao ciclo de vida dos cursos e à folha de pagamento docente. Outros aspectos relacionados à política comercial também precisam ser afinados com essa nova metodologia, para garantir que a instituição de ensino consiga obter o máximo de proveito deste carrossel inovador.

A Telesapiens possui um equipe de consultores com mais de 10 anos de experiência nesta e em muitas outras metodologias inovadoras para o ensino em todos os níveis e modalidades da educação. Antes de construir a sua própria MCC, não custa nada chamar a gente para uma conversa. Isto pode representar um divisor de águas entre o sucesso e o fracasso desta implementação.


Por David Stephen
20/05/2017







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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Enfim surge um novo Brasil


Há sempre mais de um ângulo para se observar um mesmo fato. Os mais pessimistas veem tudo o que está acontecendo no cenário político e econômico brasileiro como uma hecatombe sem precedentes. Outros, como eu, veem um grande e profundo processo de transformação. Velhas máscaras estão caindo e, por trás dessas máscaras, exacerbam-se os rostos doentes de uma classe política há muito desacreditada. Quem em sã consciência não imaginava que todo esse cenário de roubalheira e sequestro do dinheiro público já não acontecia? Que novidade estamos vendo a nossa frente? Nada. Repito, nada além do que nossos pais e avós já preconizavam desde nossa infância. Qualquer um que se torna vereador, deputado ou mesmo empresário que consegue um bom relacionamento com o governo fica rico do dia para a noite. E o que é pior: "achávamos isso o máximo"! Agora sabemos exatamente como a verdade encoberta pelas velhas máscaras acontecia nos bastidores da política nojenta e egoísta deste nosso país.

Mas de quem é a culpa? Quem são os políticos e os empresários "bem-sucedidos" senão um reflexo de nós mesmos? São ou não são os admiráveis homens públicos e de negócios que cultivamos no inconsciente coletivo de toda uma geração? Será que as "lava-jatos" e "impeachments" irão pôr fim à essa geração da noite para o dia? Claro que não. Infelizmente levarão anos ou, talvez, décadas até que nossos netos cheguem ao cume de uma sociedade plenamente renovada. Mas é inegável reconhecer que estamos no caminho certo. Graças às redes sociais e ao estatuto do concurso público, que renovou o funcionalismo das instituições democráticas desse país, tudo isto está acontecendo a uma velocidade exponencialmente mais alta. Empresários e políticos na cadeia. Delações premiadas. Com tudo isso, não há mais lugar seguro para quem pensa em usar a máquina pública contra o povo. E o povo, por sua vez, começa a modificar os objetos de sua admiração, trocando os engravatados da política e dos negócios por juízes, promotores e policiais que ganham cada vez mais notoriedade perante ele.

É por isso, minhas amigas e meus amigos, que eu acredito em um novo Brasil. Aquele que sonhamos para nossos filhos e netos. Um Brasil onde o dinheiro entrará nos bolsos de quem realmente trabalha, com competência e honestidade. Um Brasil que acolhe seus filhos sem distinção, com oportunidades e direitos iguais para todos. Um Brasil onde o poder público possa ser respeitado, com políticos e instituições fortes. Um Brasil verdadeiramente democrático e justo. Que Deus ajude o nosso país nessa difícil transição.


por David Stephen
19/05/2017








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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Crise? Ôba. É hora de ganhar dinheiro!


Ao longo dos meus quase 30 anos como empresário, já tive altos e baixos. Passei por momentos de glória e de penumbra. Lembro, certa feita, quando estava no auge do meu sucesso empresarial (por volta dos anos 2002/2003), fiz algumas reflexões acerca do que faltava conquistar. Olhei para frente e vi que não faltavam muitas coisas. Havia conquistado quase tudo que sonhava, pelo menos, do ponto de vista material. Decidi então curtir a vida. Viajei. Comprei. Consumi. Fiz tudo o que qualquer empresário bem-sucedido normalmente teria feito. Mas sentia que faltava algo. O sucesso e o dinheiro não nos é dado sem um sentido próprio, foi o que li na literatura doutrinária que hoje sigo. Sempre há o que buscar. Sempre há o que conquistar. Mas as conquistas têm que fazer sentido. O dinheiro não pode ter um fim em si próprio. Descobri que nós, empresários, somos designados para cumprir uma importante função social: gerar empregos, promover o progresso da sociedade através da inovação, contribuir com o bem-estar das pessoas que nos circundam. Tudo isto passou a fazer sentido após aquelas reflexões. Minha decisão foi seguir adiante. Não foi fácil. Novos tombos vieram, mas o que realmente importa foi o que consegui enxergar ao olhar para trás. No meu caso, cada diploma expedido, cada emprego conquistado pelos alunos e ex-alunos das instituições que criei ou ajudei a criar, resgatou dentro de mim o verdadeiro sentido de ser empresário.

Mas o que tudo isto tem a ver com crise? Tem tudo a ver. Foi nas crises pelas quais passei que percebi o real valor das conquistas. As perdas  ensinaram-me a valorizar a força do trabalho, o amor pelo que faço e a fé em algo superior que chamo de Deus, e a Quem agradeço imensamente por tê-las me apresentado para o meu crescimento profissional e espiritual. As crises, amigos empresários, são professores que nos ensinam, na prática, a construir nossas jornadas de sucesso. Temos que extrair de cada uma delas os ensinamentos necessários para não mais errarmos. E se estamos passando por alguma delas neste exato momento, devemos entender que ela é uma onda que passará por nós. Se a encararmos de frente e mergulharmos habilidosamente bem no meio dela, nós a atravessaremos e ressurgiremos ainda mais fortes. Mas se não nos prepararmos para a sua chegada, ela nos arrastará de forma desastrosa e nos afogará impiedosamente.

por David Stephen
2016-Out-9

sexta-feira, 14 de abril de 2017