quarta-feira, 17 de maio de 2017

Crise? Ôba. É hora de ganhar dinheiro!


Ao longo dos meus quase 30 anos como empresário, já tive altos e baixos. Passei por momentos de glória e de penumbra. Lembro, certa feita, quando estava no auge do meu sucesso empresarial (por volta dos anos 2002/2003), fiz algumas reflexões acerca do que faltava conquistar. Olhei para frente e vi que não faltavam muitas coisas. Havia conquistado quase tudo que sonhava, pelo menos, do ponto de vista material. Decidi então curtir a vida. Viajei. Comprei. Consumi. Fiz tudo o que qualquer empresário bem-sucedido normalmente teria feito. Mas sentia que faltava algo. O sucesso e o dinheiro não nos é dado sem um sentido próprio, foi o que li na literatura doutrinária que hoje sigo. Sempre há o que buscar. Sempre há o que conquistar. Mas as conquistas têm que fazer sentido. O dinheiro não pode ter um fim em si próprio. Descobri que nós, empresários, somos designados para cumprir uma importante função social: gerar empregos, promover o progresso da sociedade através da inovação, contribuir com o bem-estar das pessoas que nos circundam. Tudo isto passou a fazer sentido após aquelas reflexões. Minha decisão foi seguir adiante. Não foi fácil. Novos tombos vieram, mas o que realmente importa foi o que consegui enxergar ao olhar para trás. No meu caso, cada diploma expedido, cada emprego conquistado pelos alunos e ex-alunos das instituições que criei ou ajudei a criar, resgatou dentro de mim o verdadeiro sentido de ser empresário.

Mas o que tudo isto tem a ver com crise? Tem tudo a ver. Foi nas crises pelas quais passei que percebi o real valor das conquistas. As perdas  ensinaram-me a valorizar a força do trabalho, o amor pelo que faço e a fé em algo superior que chamo de Deus, e a Quem agradeço imensamente por tê-las me apresentado para o meu crescimento profissional e espiritual. As crises, amigos empresários, são professores que nos ensinam, na prática, a construir nossas jornadas de sucesso. Temos que extrair de cada uma delas os ensinamentos necessários para não mais errarmos. E se estamos passando por alguma delas neste exato momento, devemos entender que ela é uma onda que passará por nós. Se a encararmos de frente e mergulharmos habilidosamente bem no meio dela, nós a atravessaremos e ressurgiremos ainda mais fortes. Mas se não nos prepararmos para a sua chegada, ela nos arrastará de forma desastrosa e nos afogará impiedosamente.

por David Stephen
2016-Out-9

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