domingo, 2 de agosto de 2009

Uma visão prática e simplória sobre o Espiritismo



Durante muito tempo em minha vida busquei nas religiões a explicação para as coisas mais simples e misteriosas de minha existência e do mundo em geral. De onde viemos, para onde vamos, quem realmente somos, etc. Não encontrei respostas no Protestantismo, religião sob a qual nasci e fui criado. Também não as via no Catolicismo e em tantas outras sobre as quais estudei um pouco. Minha formação em ciências exatas e minha paixão pela ciência não me permitiam acreditar em histórias como Adão e Eva, ou Jonas na barriga de um peixe. Vivi um verdadeiro drama existencial até meus 40 anos, idade em que comecei a aceitar as informações doutrinárias do Espiritismo. Ainda assim, percebia que havia muita mística sobre as questões do mundo espiritual. Os ritos religiosos que circundavam as pessoas que se diziam espíritas ou espiritualistas continuavam me afastando do verdadeiro sentimento de religiosidade que buscava. Somente aos 42 anos comecei a freqüentar alguns Centros de referência, como o Alta de Souza, o Quinta de Luz e, mais recentemente, a Casa dos Humildes. As histórias de Bezerra de Meneses, Chico Xavier e tantos outros seres iluminados começavam a tocar o meu coração e, o mais importante, também agradavam à minha razão.



Após assistir a inúmeros vídeos do Divaldo Franco através do Blog do irmão Bruno Tavares, comecei a admirar a simplicidade da Doutrina Espírita, e é na simplicidade que eu consigo me contextualizar dentro desta “religião”, que para mim perpassa o conceito religioso e passa a representar: filosofia de vida, ciência, realidade e razão para viver. Passei a enxergar meus desafetos de outra maneira. Passei a visualizar minha relação familiar de um jeito mais simples, leve e, ao mesmo tempo, mais responsável e comprometido. Comecei a planejar a minha vida como um projeto em meio à execução. O meu corpo como o hardware de um computador que necessita de manutenção e cuidados. O meu espírito é o meu software.



Acho que já dá pra perceber com o que trabalho, não é? É isso aí. Passei a minha vida inteira lidando com máquinas, computadores, programas, sistemas de informação, tecnologia de ponta. E mesmo neste cenário tão frio e material eu estou conseguindo ver o Poder da Criação Divina. Nossos corpos são como computadores, munidos de uma tecnologia muito avançada, capaz inclusive de se autoprogramar. Mas como todo computador, necessita de um sistema operacional. É com este que nascemos. Nossa alma embrionária é o nosso sistema operacional, responsável pelas funções vitais. Assim como sistemas operacionais, nossa alma interage com os circuitos e chips integrados em nosso hardware, que é a nossa herança genética. Dependendo da qualidade e tecnologia deste hardware, o nosso software terá mais ou menos performance – dificuldade de processar as informações que a vida nos trará.



Na medida em que crescemos, desenvolvemos nosso hardware (corpo) e o nosso software (espírito) continua a programar o nosso corpo a evoluir, mas apenas o suficiente para cumprir a nossa missão (nossa programação). Assim como os computadores, nosso Ser recebe upgrades (atualizações evolutivas) através de nossas aprendizagens. A leitura da mensagem de Cristo é uma constante atualização de nosso Kernel (núcleo de um sistema operacional). A cada nova atualização interagimos melhor com o nosso hardware.



Mas se nos deixamos levar pela vida carnal, e os seus valores meramente materiais, contraímos vírus que passam a danificar o nosso hardware e até mesmo a enlouquecer a programação original de nossa alma. Assim como os mais cuidadosos e zelosos usuários de computadores, jamais devemos nos descuidar de nossos antivírus. Os espíritos obsessores são como hackers. Invadem silenciosamente os mais profundos lugares de nossas mentes. Alojam-se em nós sem pedir licença e têm acesso à todas as linhas de comando de nossos programas e, até mesmo, de nossos sistema operacional. Usurpam nossa Força Vital. Induzem-nos a violar a programação mais importante que Deus deixou em nossa BIOS (programa de computador mais básico e elementar gravado de fábrica na placa mãe): a nossa Missão aqui na Terra.



Mas e a morte? Qual seria a visão mais simples e pragmática sobre este fenômeno sobre o qual se baseia todas as religiões e suas promessas doutrinárias? A resposta é simples. Alguma vez você já precisou trocar de computador? Quando isto aconteceu, o que você fez com seus documentos, planilhas, programas, jogos e com as mais valiosas informações que construiu ou obteve ao longo de meses e anos de trabalho? Dificilmente alguém troca de computador sem antes fazer o bom e velho backup. Gravando em um CD as informações mais importantes, aborta tudo aquilo que não lhe servirá mais e faz com que essas informações renasça em um novo hardware. É assim que Deus faz conosco. Ele nos permite fazer upgrades de hardware a cada existência. Sempre para melhor. Mais rápido. Com maior capacidade de armazenamento e processamento de informações. Até porque o nosso legado de conhecimento é sempre maior do que o que tínhamos em existências anteriores. Precisamos de um novo corpo, capaz de suportar a carga de experiências que armazenamos em várias vidas, em vários mundos e, assim, podermos processá-las sempre visando cumprir nossas Missões.



Como está o seu hardware? Com que freqüência você atualiza o seu antivírus? Você tem se protegido dos hackers? Cuide do seu corpo e da sua mente. Eleve seus pensamentos conectando-se ao Site Divino. É dali que baixamos os ensinamentos que vai nos preparar para o próximo upgrade – o milagre da Vida – a Vida após a Vida.



Essa foi uma rápida e simplória visão sobre o Espiritismo e o princípio da Vida. Se é difícil compreender as palavras rebuscadas das Escrituras, encare isto como um convite para entender a Mensagem Divina de uma maneira simples, mas bem objetiva.



Que Deus nos abençoe e nos proteja dos perigos deste mundo.

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